Piloto preso é apontado como líder de esquema de exploração sexual e utilizava documentos falsos para levar crianças a motéis


Investigação aponta que suspeito usava documentos falsos para levar crianças a motéis; abusos teriam começado quando vítimas tinham apenas 8 anos

Imagens cedidas pela Polícia

Um piloto de 60 anos foi preso na manhã desta segunda-feira (9) dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, suspeito de comandar uma rede de exploração sexual infantil. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava documentos falsos de adultos para levar crianças a motéis e praticar abusos.

De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o homem é investigado por ser o principal articulador do esquema criminoso. A apuração indica que os documentos apresentados nos estabelecimentos não pertenciam às crianças.

“A investigação aponta que ele liderava a rede e praticava os abusos sempre que tinha contato físico com as vítimas”, afirmou a delegada.

As investigações, que duraram cerca de três meses, revelam que os crimes vinham sendo cometidos há pelo menos oito anos. Entre as vítimas identificadas estão três irmãs. A avó delas foi presa temporariamente por suspeita de envolvimento no esquema.

Segundo a polícia, uma das vítimas começou a sofrer abusos quando tinha apenas 8 anos de idade. Atualmente, duas das crianças têm entre 12 e 13 anos. Outra vítima identificada completou 18 anos recentemente. Uma delas apresentou ferimentos recentes, indicando agressões ocorridas dias antes da prisão do suspeito.

A prisão aconteceu no momento em que o piloto já estava na cabine do avião que seguiria para o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Ele foi detido por policiais civis durante a operação batizada de “Apertem os Cintos”, que investiga crimes como estupro de vulnerável, exploração sexual de crianças e adolescentes e favorecimento da prostituição.

Além da prisão, a operação cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados na capital paulista e em Guararema, na Região Metropolitana, onde o piloto residia. Segundo a polícia, o esquema funcionava de forma organizada, com divisão de tarefas e atuação coordenada entre os envolvidos.

Em nota, a Latam Airlines Brasil informou que abriu uma apuração interna e que está colaborando com as autoridades. A companhia destacou que repudia qualquer prática criminosa e afirmou que o voo previsto para ser operado pelo piloto ocorreu normalmente, sem atrasos.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outras possíveis vítimas e envolvidos no esquema.




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