Indiano com nanismo ganha reconhecimento internacional ao entrar para o Guinness e acumular títulos no esporte, superando preconceitos e limitações desde a infância
Pratik Vitthal Mohite — Foto: Reprodução/Redes SociaisConsiderado pelo Guinness World Records como o fisiculturista competitivo mais baixo do mundo, Pratik Vitthal Mohite, de 30 anos, ganhou projeção internacional ao desafiar limitações físicas e sociais em Khopoli, sua cidade natal. Com apenas 102 centímetros de altura, o atleta indiano com nanismo tornou-se símbolo de superação ao conquistar títulos e quebrar recordes.
Diagnóstico tardio e episódios de discriminação marcaram a infância de Mohite. Nascido no distrito de Raigarh, ele só foi diagnosticado com nanismo aos 12 anos, após sucessivas consultas médicas. Ao longo dos anos escolares, enfrentou preconceito e ridicularização, tanto na escola quanto em espaços públicos, mas conseguiu concluir os estudos na área de negócios.
Conheça a virada no esporte
A trajetória no fisiculturismo começou aos 16 anos, após observar a transformação física do tio em uma academia. Apesar da resistência inicial da família e das dificuldades para usar equipamentos projetados para pessoas mais altas, Mohite adaptou treinos e seguiu com disciplina. Ele estreou em competições em 2012, em Dolavali, conquistando sua primeira medalha. Quatro anos depois, venceu um título importante, sob aplausos, mudando a percepção da comunidade local.
O reconhecimento global veio em 2021, quando o Guinness validou seu recorde como o fisiculturista mais baixo da história. Em 2023, ele ampliou a marca ao realizar 84 flexões em um minuto, bem acima do mínimo exigido, superando o antigo recorde que pertencia ao americano Vince Brasco. “Era meu sonho conquistar um título do Guinness”, afirmou ao site oficial da organização.
A rotina do atleta inclui treinos diários intensos, divididos entre exercícios cardiovasculares e musculação. Mesmo sem acesso regular a suplementos, Mohite mantém uma dieta vegetariana com alimentos simples, como aveia, lentilhas e vegetais. Segundo ele, as limitações financeiras não impediram seu desenvolvimento físico.
O impacto de sua trajetória ultrapassou o esporte. O reconhecimento internacional transformou a forma como ele é visto em sua comunidade, antes marcada por preconceito. “As pessoas que me ridicularizavam começaram a me respeitar”, disse ao portal The Logical Indian.
Com mais de 40 troféus no currículo, incluindo títulos regionais e estaduais, Mohite agora busca novos desafios, como competir em torneios internacionais e ampliar seus recordes. Paralelamente, trabalha como personal trainer e procura patrocinadores para sustentar a carreira.
Com informações do O Globo

.gif)