O corpo de Celeste Rivas Hernandez, já em avançado estado de decomposição, foi encontrado dentro de um Tesla em setembro de 2025, que estava registrado no nome do cantor.
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Cantor D4vd em área restrita a artistas no festival de música Coachella, em 18 de abril de 2025 — Foto: AP Photo
O cantor D4vd foi acusado de assassinato pela morte de uma adolescente de 14 anos cujo corpo foi encontrado em setembro de 2025 dentro de seu Tesla, anunciaram promotores de Los Angeles nesta segunda-feira (20).
Segundo o escritório do promotor do condado, D4vd, de 21 anos, cujo nome verdadeiro é David Burke, foi acusado de homicídio em primeiro grau; de atos obscenos e libidinosos com uma pessoa menor de 14 anos; e de mutilação de cadáver no caso da morte de Celeste Rivas Hernandez. Ela foi dada como desaparecida por sua família em 2024, quando tinha 13 anos. As autoridades dizem que ela tinha 14 quando morreu.
As acusações de assassinato incluem circunstâncias especiais — emboscada, prática de crime com objetivo de ganho financeiro e assassinato de testemunha em uma investigação — que podem levar à pena de morte. Os promotores ainda não informaram se irão pedir essa pena.
Após a prisão do cantor de alt-pop, na quinta-feira (16) em Hollywood, seus advogados divulgaram nota afirmando que ele é inocente: "As provas reais neste caso mostrarão que David Burke não matou Celeste Rivas Hernandez e não foi o responsável por sua morte".
O corpo de Celeste, já em avançado estado de decomposição, foi encontrado dentro de um Tesla rebocado de Hollywood Hills em 8 de setembro, um dia após ela completar 15 anos. A família havia registrado seu desaparecimento em Lake Elsinore, cidade natal da jovem, a cerca de 112 quilômetros a sudeste de Los Angeles.
D4vd ganhou popularidade entre a geração Z por misturar indie rock, R&B e lo-fi pop. Ele viralizou no TikTok em 2022 com o sucesso “Romantic Homicide”, que chegou à 4ª posição na parada Hot Rock & Alternative Songs da Billboard. Depois, assinou com as gravadoras Darkroom e Interscope Records e lançou seu EP de estreia “Petals to Thorns” e o trabalho seguinte, “The Lost Petals”, em 2023.
O cantor era uma das atrações confirmadas no Lollapalooza 2026, em São Paulo, mas teve a participação cancelada após o início das investigações.
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O chefe do Departamento de Polícia de Los Angeles, Jim McDonnell, ao lado de uma imagem de Celeste Rivas Hernandez — Foto: Damian Dovarganes/AP
Investigação
O cantor já era investigado por um júri do condado de Los Angeles, em processo oficialmente sigiloso. A existência da investigação e o fato de ele ser o alvo só vieram a público em fevereiro, quando a mãe, o pai e o irmão do artista contestaram, em um tribunal do Texas, intimações que exigiam seus depoimentos.
O Tesla Model Y 2023 estava registrado no nome do cantor, no endereço no Texas de seus familiares, e havia sido rebocado de um bairro nobre de Hollywood Hills, onde parecia estar abandonado.
A família de Celeste tem mantido discrição e não se pronunciou publicamente sobre a morte nem sobre o andamento do caso.
Quando o corpo foi encontrado, o artista seguiu com sua turnê pela América do Norte. À medida que os relatos sobre seu possível envolvimento se espalharam, porém, ele cancelou as apresentações que aconteceriam na sequência.
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D4VD — Foto: Divulgação
Com informações do G1


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