É seguro consumir cúrcuma? Nutróloga explica


Alerta vem após Anvisa estabelecer novas regras para suplementos à base da planta

A Anvisa estabeleceu novas regras para suplementos à base de cúrcuma, visando a segurança do consumidor.

As normas incluem limites seguros de consumo e avisos sobre contraindicações para gestantes e crianças.

A nutróloga Marcella Garcez afirma que a cúrcuma é segura em sua forma natural, mas pode ser perigosa em suplementos concentrados.

Ela alerta para os riscos de intoxicação, destacando a importância de prescrições médicas antes do uso de produtos à base de cúrcuma.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou novas regras para o uso de suplementos alimentares à base de cúrcuma no Brasil. A decisão surge após alertas sobre os possíveis danos ao fígado. As normas também incluem limites seguros para o consumo e exigem que os rótulos informem que gestantes e crianças não devem utilizar esses suplementos.

Em entrevista nessa quarta-feira (22), Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, explicou que a cúrcuma é segura quando consumida em sua forma natural. No entanto, ela destacou os riscos do consumo excessivo por meio de suplementos.

Novas regras são para o uso de suplementos alimentares à base de cúrcuma no Brasil - Reprodução/Record News

“Continua sendo absolutamente muito seguro. [...] O grande problema é quando ela começa a ser consumida na forma concentrada, normalmente na forma de suplementos, mas existem hoje tecnologias que podem concentrar muito além das doses seguras, das concentrações seguras para a pessoa se autossuplementar”, comenta.

Marcela também enfatizou que medicamentos contendo cúrcuma devem ser usados somente sob prescrição médica devido aos possíveis efeitos adversos no fígado: “O ideal é que haja um acompanhamento médico, uma orientação e uma prescrição médica antes de consumir esse tipo de produto”.

Segundo ela, mesmo substâncias naturais podem causar problemas de saúde se usadas de forma errada, e trazer problemas como intoxicação e até hepatite.

“Há uma falsa percepção de que tudo que seria natural não traz riscos e, na verdade, existem muitos, inclusive alimentos naturais, que trazem riscos de intoxicação. Então, nem tudo o que é natural é saudável e nem tudo o que é processado e industrializado não é saudável”, afirma.

Agora, as empresas têm um prazo definido pela agência para ajustar as fórmulas e embalagens com as novas regulamentações. A ação pretende alinhar o Brasil com países como França, Canadá, Itália e Austrália, que já emitiram avisos semelhantes. 


Fonte: Record News





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