Ângelo Martins Denicoli é acusado de fazer parte do Núcleo 4, responsável pela disseminação de mentiras contra o sistema eleitoral brasileiro
O Exército Brasileiro cumpre, nesta sexta-feira (10), mandados de prisão contra três militares dos sete condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Núcleo 4 da trama golpista. A lista inclui o major da reserva do Exército Ângelo Denicoli.
O major capixaba é acusado de fazer parte do Núcleo 4, responsável pela disseminação de mentiras contra o sistema eleitoral brasileiro
Foram presos: o major da reserva do Exército Ângelo Denicoli; o subtenente Giancarlo Rodrigues; e o tenente-coronel Guilherme Almeida.
Condenado a 17 anos de prisão por tentativa de golpe em julgamento realizado em outubro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o major havia tido a prisão domiciliar decretada em dezembro de 2025 pelo ministro Alexandre de Moraes, que também havia estabelecido outras medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica.
A defesa do major se manifestou por meio de nota e repudiou a prisão.
"Trata-se de medida extremamente gravosa, implementada antes do exaurimento das vias processuais cabíveis, em cenário que exige máxima cautela, estrita observância do devido processo legal e absoluto respeito às garantias fundamentais", manifestou o advogado Edson Fontes.
Condenado a 17 anos de prisão
De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, o major da reserva do Exército Angelo Denicoli tinha vínculo permanente com os demais integrantes da organização criminosa.
Segundo o relator, ficou comprovado que Denicoli participou da chamada “Abin Paralela” e serviu como elo entre os membros do grupo e o influenciador argentino Fernando Cerimedo, que, em novembro de 2022, fez uma transmissão ao vivo em que anunciou um dossiê com supostas fraudes nas urnas eletrônicas. Foi ele quem forneceu o material utilizado na disseminação dessa narrativa falsa.
Com informações de A Gazeta


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