Golpe do amor: empresário de 73 anos perde R$ 250 mil após ser enganado por namorada de 27


A acusada teria se aproveitado do relacionamento para assumir o controle das empresas e também para acessar as contas bancárias da vítima.

Policial civil do Espírito Santo — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

Um empresário de 73 anos teve um prejuízo de pelo menos R$ 250 mil após ter sido enganado pela namorada, de 27 anos. A jovem teria se aproveitado do relacionamento para assumir o controle das empresas e também para acessar as contas bancárias da vítima.

A investigação tramita em segredo de justiça, mas o g1 apurou que o homem é dono de uma imobiliária na Grande Vitória. O relacionamento entre ele e a mulher teria durado entre novembro de 2025 e março deste ano.

A investigada é suspeita de aplicar um golpe conhecido como estelionato amoroso. Segundo as apurações, ela se valeu do vínculo afetivo e de confiança para exercer controle financeiro e empresarial sobre a vida do homem.

A acusada teria realizado várias transferências de valores das contas da vítima e também da conta da empresa para pessoas da família dela, somando pelo menos R$ 250 mil. As movimentações foram possíveis devido à obtenção de uma procuração.

A jovem também é acusada de isolar o empresário do convívio familiar dele durante os cinco meses de namoro.

Os valores em contas da jovem foram bloqueados pela Justiça, que também expediu um mandado de busca e apreensão e determinou medidas cautelares contra ela, como a proibição de se aproximar do empresário.


Estelionato amoroso

Segundo a delegada da Delegacia Especializada de Proteção ao Idoso, Milena Gireli, no Espírito Santo pelo menos um idoso a cada semana é vítima do golpe conhecido como estelionato amoroso, em que os golpistas começam a ter um relacionamento afetivo com uma pessoa para se aproveitar financeiramente.

A maioria dos crimes, conforme a delegada, acontece com mulheres, principalmente em situações virtuais.

"O estelionato sentimental acontece muito virtualmente, através de redes sociais, de aplicativos de namoro, a pessoa se envolve realmente. E o homem, muitas vezes, é mais presencial".

Segundo Gireli, não é natural que em pouco tempo de relacionamento uma das pessoas peça dinheiro ou que a outra realize pagamentos ou transferências de patrimônio. Para ela, a vulnerabilidade das vítimas ao golpe pode estar associada à solidão:

"Para todos os crimes contra a pessoa idosa, eu falo que os familiares são testemunhas. Eles têm que estar atentos ao idoso, à idosa, não deixar abandonado, porque muitas vezes essa questão acontece pela solidão realmente".

Com informações do G1 ES



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