Suspeita de ‘voo fantasma’: avião passa 2 horas voando em círculos antes de cair


Principal hipótese para o incidente é a de que os tripulantes tenham perdido a consciência em altitude de cruzeiro, possivelmente devido à despressurização da cabine. Piloto e copiloto, os únicos a bordo, morreram na queda.

Rota em círculos descrita pelo Cessna Citation 550 matrícula CP-3243, que caiu na Bolívia em 13 de abril de 2026 — Foto: Reprodução/FlightRadar24

Uma aeronave de pequeno porte caiu na Bolívia após perder contato com a torre de controle e descrever círculos no céu. Duas pessoas estavam a bordo — piloto e copiloto — e morreram na queda.

A principal suspeita é que o incidente, ocorrido na segunda-feira (13), tenha decorrido de um chamado "voo fantasma", quando os pilotos perdem a consciência (ou a vida) no ar. A causa mais frequente desse tipo de ocorrência é a perda de pressurização da cabine, que deixa o ar mais rarefeito e causa hipóxia nos ocupantes.

O Cessna Citation 550 de matrícula CP-3243 decolou de La Paz com destino a Santa Cruz de la Sierra, também na Bolívia. Às 8h47 no horário local, cerca de 30 minutos após a decolagem, ao sobrevoar uma região no norte da cidade de Cochabamba, houve a perda da comunicação com o centro de controle aéreo.

Por volta das 9h, a aeronave passou a descrever círculos no céu, desviando progressivamente de sua rota em direção a oeste. Ela ainda permaneceu visível no radar até as 11h, quando provavelmente caiu, em uma região de floresta.

Não há relatos de que tenha havido qualquer sinalização de emergência por parte da tripulação.

Segundo a imprensa boliviana, o Cessna pertencia a Oscar Mario Justiniano, atual ministro do Desenvolvimento Produtivo. Ele, que também é empresário, não estava a bordo do avião.

As vítimas foram identificadas como Carlos Moyano e Julio Sardán. A Diretoria de Investigação de Acidentes e Incidentes Aéreos da Bolívia abriu um inquérito que vai determinar oficialmente as causas do incidente.

Percurso do Cessna Citation que caiu na Bolívia em 13 de abril de 2026

Com informações do G1



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