Danrley foi preso pelo crime de tortura após a namorada dele, uma adolescente de 17 anos, ser resgatada. Jovem já havia sido preso, anteriormente, por tráfico de drogas.
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Adolescente era mantida em canil e namorado é preso por tortura em Alagoas — Foto: Cortesia
O jovem Danrley, suspeito de manter a namorada, de 17 anos, presa em um canil no interior de Alagoas, voltou a discutir e agredir a adolescente após ser colocado em liberdade provisória. A informação foi confirmada pela Polícia Militar (PM), que informou que o casal fugiu ao perceber a presença dos policiais.
Danrley foi preso na última quinta-feira (23), após denúncia de que estaria agredindo a namorada e mantendo a jovem presa, com pouco acesso à alimentação, em um canil. No dia seguinte, a Justiça concedeu liberdade provisória ao suspeito, mas determinou o cumprimento de medidas cautelares.
Entre as medidas impostas estão a proibição de sair do estado sem autorização judicial e a obrigação de comparecer à Justiça a cada três meses para informar e justificar suas atividades.
De acordo com a PM, por volta das 22h30 de sexta-feira (24), equipes foram acionadas para uma ocorrência no bairro Camoxinga, em Santana do Ipanema, após denúncia de que o casal estava discutindo e se agredindo.
A mãe de Danrley relatou aos policiais que, ao perceberem a aproximação da viatura, os dois fugiram. Foram realizadas buscas na região, mas o jovem e a adolescente não foram localizados.
O g1 entrou em contato com as polícias Civil e Militar para saber se o casal foi encontrado, mas, até a última atualização desta reportagem, não houve retorno.
Entenda o caso
Danrley havia sido preso pelo crime de tortura na última quinta-feira (23), após a PM, junto ao Conselho Tutelar, resgatar a adolescente de um local insalubre, com acúmulo de lixo e forte odor. De acordo com a delegada Daniella Andrade, a adolescente não tinha acesso à rua, recebia alimentação de forma precária e não estava matriculada em nenhuma escola.
Após a prisão do namorado, a adolescente fez diversas publicações, que foram apagadas posteriormente após a repercussão do caso, falando que não era vítima de tortura, que não era mantida em cárcere privado e que vivia uma relação consensual com o suspeito.
A Polícia Civil, por sua vez, reforçou que o auto de prisão em flagrante foi devidamente homologado pela Justiça.
Além desse caso, Danrley já tinha passagem pela polícia. Em janeiro de 2026, segundo a Polícia Civil, ele foi preso por tráfico de drogas.
Com informações do G1


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