Levantamento reúne preços de medicamentos usados contra obesidade e diabetes vendidos no Brasil
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Foto: Freepik |
As chamadas canetas emagrecedoras continuam em alta no Brasil em 2026. De acordo com o mercado farmacêutico, medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro seguem entre os tratamentos mais procurados por pessoas que buscam perda de peso e controle do diabetes tipo 2.
Apesar da popularidade, os preços continuam salgados e alguns tratamentos podem ultrapassar R$ 4 mil, dependendo da substância, da dosagem e da quantidade de aplicações presentes na embalagem.
Além do impacto no bolso, a alta procura também aumentou o alerta para a venda irregular de produtos sem procedência pela internet e redes sociais.
Por que as canetas emagrecedoras são caras?
De acordo com especialistas do setor farmacêutico, o valor elevado está relacionado ao alto investimento em pesquisa e desenvolvimento das substâncias utilizadas nos medicamentos.
Outro fator que influencia diretamente no preço é a patente. Segundo informações do mercado, algumas moléculas ainda possuem exclusividade de comercialização no Brasil, reduzindo a concorrência entre fabricantes.
Além disso, impostos e a variação do ICMS entre os estados também impactam o valor final cobrado nas farmácias.
Segundo a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), os preços possuem um teto máximo autorizado, que deve ser seguido pelos estabelecimentos em todo o país.
Veja os preços atualizados das canetas emagrecedoras
Mounjaro (tirzepatida)
Segundo dados do setor farmacêutico, atualmente apenas o laboratório Eli Lilly possui autorização para comercializar a tirzepatida no Brasil por meio do Mounjaro.
Os preços variam conforme a quantidade de canetas na embalagem (com variação de 5 mg a 30 mg):Embalagem com 2 canetas: entre R$ 1.580,31 e R$ 2.052,35
Embalagem com 4 canetas: entre R$ 3.160,64 e R$ 4.104,72
Ozempic, Wegovy e similares (semaglutida)
De acordo com informações do mercado, a semaglutida segue como uma das substâncias mais buscadas do país.
Mesmo com a redução da exclusividade da patente, a Novo Nordisk ainda concentra boa parte das vendas, além de medicamentos parceiros comercializados no Brasil.
- Medicamentos injetáveisOzempic, Wegovy, Poviztra e Extensior (doses baixas e médias): entre R$ 1.077,79 e R$ 1.399,72
- Wegovy e Poviztra (dose 2,27 mg/ml): entre R$ 1.614,43 e R$ 2.096,66
- Wegovy e Poviztra (dose 3,2 mg/ml): entre R$ 2.076,49 e R$ 2.696,75
Medicamento oral: Rybelsus
- Segundo a tabela atualizada, os valores do medicamento em comprimidos mudam conforme a quantidade da caixa:10 comprimidos: entre R$ 384,89 e R$ 499,86
- 30 comprimidos: entre R$ 1.154,77 e R$ 1.499,70
- 90 comprimidos: entre R$ 3.464,40 e R$ 4.499,22
- Saxenda, Victoza e genéricos
De acordo com o mercado farmacêutico, a liraglutida é atualmente a substância com maior concorrência no Brasil, já que a patente expirou há mais tempo.
- Com isso, medicamentos genéricos e similares passaram a disputar espaço nas farmácias.Lirux e Olire: de R$ 292,49 por unidade até R$ 3.702,33 na caixa com 10 aplicadores
- Victoza (2 aplicadores): entre R$ 584,96 e R$ 759,68
- Saxenda: de R$ 292,45 por unidade até R$ 1.899,34 na embalagem com 5 aplicadores
- Venda irregular acende alerta
Segundo órgãos reguladores, o aumento da procura pelos medicamentos também ampliou a circulação de produtos sem autorização e sem garantia de procedência.
Um dos principais alertas envolve a retatrutida, substância que ainda está em fase de estudos e não possui autorização para venda em nenhum país. Portanto, qualquer comercialização atual desse princípio ativo é considerada irregular e ilegal.
Por isso, a orientação é que o paciente procure avaliação médica antes de iniciar qualquer tratamento para emagrecimento ou controle do diabetes.
Com informações de A Gazeta


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