Senador alegou problemas de saúde, mas juíza apontou contradição após participação ativa em sessão no Senado
A Justiça do Espírito Santo negou o pedido do senador Magno Malta para adiar uma audiência de conciliação marcada para as 13h30 desta quinta-feira (28), em um processo por difamação que tramita na 4ª Vara Criminal de Vitória.
A defesa do parlamentar apresentou um atestado médico informando a necessidade de repouso por três dias, em razão de uma crise de labirintite. No entanto, ao analisar o pedido, a juíza Gisele Souza de Oliveira considerou haver incoerência entre a justificativa de saúde e a atuação recente do senador.
Na decisão, a magistrada destacou que Magno Malta participou normalmente da sessão do Senado na quarta-feira (27), realizando discursos e intervenções ao longo dos debates.
“Se a saúde do parlamentar permite o enfrentamento das complexas e exaustivas discussões legislativas no plenário da Casa Legislativa, por certo não será o ato de conciliação (...) que agravará seu estado clínico”, afirmou a juíza.
Diante do que classificou como “plena atividade do réu”, a magistrada manteve a audiência, ressaltando ainda que o adiamento poderia prejudicar a celeridade do processo. A participação poderá ocorrer de forma virtual.
Por meio de nota, a assessoria do senador informou que ele comparecerá à audiência. Segundo o comunicado, Magno Malta apresentou um quadro de enxaqueca na quarta-feira, com melhora após medicação ainda no mesmo dia.
A defesa também afirmou que não houve intenção de adiar o andamento do processo, mas sim de preservar a saúde do parlamentar diante de um episódio pontual.

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