O Ministério Público Eleitoral apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral um parecer questionando a validade de uma pesquisa eleitoral divulgada no Espírito Santo. Segundo o órgão, o levantamento teria apresentado inconsistências metodológicas capazes de gerar uma percepção distorcida do cenário político no Estado.
No documento, o procurador responsável solicita o cancelamento definitivo da pesquisa registrada sob o número ES-06002/2026, além da aplicação de multa ao instituto responsável.
De acordo com a manifestação, a distribuição das entrevistas teria concentrado uma parcela significativa dos entrevistados em Vitória, enquanto municípios com eleitorado mais expressivo, como Serra e Vila Velha, não teriam sido incluídos na amostragem.
Para o Ministério Público, esse desequilíbrio pode ter influenciado os resultados apresentados ao público. O parecer também aponta que a metodologia executada teria divergido das informações registradas previamente na Justiça Eleitoral.
O órgão afirma ainda que a situação pode representar risco à igualdade da disputa eleitoral e à transparência do processo democrático, por potencialmente induzir o eleitorado a uma percepção diferente da realidade política estadual.
Ao final, o Ministério Público Eleitoral pede que a divulgação da pesquisa seja proibida em definitivo e que o instituto responsável seja penalizado conforme prevê a legislação eleitoral.
A íntegra do parecer apresentado pelo Ministério Público Eleitoral, incluindo os argumentos técnicos, apontamentos sobre a metodologia utilizada na pesquisa e os pedidos encaminhados ao Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo, pode ser consultada publicamente por meio do sistema oficial da Justiça Eleitoral.
O documento está disponível para acesso no portal do TRE-ES, garantindo transparência às informações e permitindo que qualquer cidadão acompanhe os detalhes do processo e as manifestações apresentadas pelas partes envolvidas. Confira o relatório completo neste link: Consulta de documentos do TRE-ES.


.gif)