Universitário acusado de matar a namorada com mais de 40 facadas será julgado em setembro, no Fórum de Vitória.
- Ana Carolina foi morta a facadas por Matheus Stein Pinheiro no apartamento em que o casal morava, em Vitória | Foto: Reprodução/Redes sociais
Julgamento de Matheus Stein Pinheiro acontecerá em setembro; defesa alega transtorno mental
A Justiça marcou para o dia 17 de setembro o júri popular do estudante de Direito Matheus Stein Pinheiro, acusado de matar a namorada, Ana Carolina Rocha Kurth, de 24 anos, em Vitória.
O julgamento acontecerá às 9h, no Fórum de Vitória, localizado no Centro da capital capixaba. A Primeira Vara Criminal de Vitória publicou a decisão na última quarta-feira (6).
O crime aconteceu no dia 15 de maio de 2023, dentro do apartamento onde o casal morava, na rua Gama Rosa, no Centro de Vitória. Segundo as investigações, Ana Carolina morreu após receber mais de 40 facadas, principalmente na região do rosto.
Vizinhos ouviram pedidos de socorro
De acordo com a Polícia Militar, moradores do prédio ouviram gritos e pedidos de socorro momentos antes do assassinato. Por isso, vizinhos decidiram acionar a polícia.
Quando os militares chegaram ao local, encontraram a porta do apartamento arrombada. Além disso, a jovem estava caída no corredor do imóvel, cercada por muito sangue.
Logo depois, equipes do Samu chegaram para prestar socorro. No entanto, os profissionais confirmaram a morte da vítima ainda no local.
Moradores do edifício também relataram que o casal vivia no apartamento havia cerca de três meses. Durante esse período, segundo os vizinhos, discussões frequentes aconteciam no imóvel.
Defesa sustenta transtorno mental
O pai do acusado informou aos policiais que Matheus realizava tratamento psiquiátrico antes do crime. Dois dias depois do assassinato, equipes policiais prenderam o estudante.
Durante o andamento do processo, a Justiça determinou um exame para avaliar a capacidade mental do réu. Conforme o laudo, Matheus teria apresentado alucinações no momento do crime. Além disso, o documento apontou transtorno mental associado ao uso de múltiplas drogas.
Em 2024, a defesa apresentou o laudo técnico à Justiça. Entretanto, o Ministério Público do Espírito Santo contestou o documento. Posteriormente, a juíza Mônica da Silva Martins rejeitou o pedido.
O advogado Homero Mafra, responsável pela defesa, afirmou que o júri popular representa um equívoco diante das conclusões técnicas apresentadas no processo.
Segundo ele, os jurados podem reconhecer a condição mental do acusado e, dessa forma, determinar uma medida de segurança com tratamento psiquiátrico adequado.
Réu responderá por feminicídio qualificado
Matheus Stein Pinheiro responderá por feminicídio com as qualificadoras de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além disso, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva do acusado. Na decisão, o Judiciário destacou a gravidade do crime, a forma como o assassinato aconteceu e os elementos reunidos durante a investigação.
Com informações da Folha do ES


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