Documento de alta médica registra que, em 2025, Laís Gabriela Cunha tirou a roupa e agrediu policiais após ficar agitada. Registro também aponta que médicos a diagnosticaram com transtorno psicótico e histórico de autolesão.
Documentos obtidos pela EPTV, afiliada da TV Globo, mostram que Laís Gabriela Cunha, que deu uma facada em um cabeleireiro em São Paulo por ficar insatisfeita com o corte da franja do cabelo, já foi detida e internada na Inglaterra após uma confusão em um bar.
De acordo com o registro de uma comunicação de alta de um hospital onde ela foi atendida, em 2025, na confusão a jovem, aparentemente agitada e sob efeito de substâncias de drogas, tirou a roupa e agrediu policiais.
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Documento registrou internação de Laís Cunha na Inglaterra após confusão em bar — Foto: Reprodução/EPTV
O documento registra que Laís foi diagnosticada com transtorno psicótico agudo e transitório não especificado (CID F23.9), uso de drogas (CID Z72.2) e histórico de autolesão (CID Z91.5).
CID é a classificação internacional de doenças, uma norma da Organização Mundial da Saúde que padroniza doenças, sintomas e causas de morte.
O registro ainda aponta que, ao receber alta, os médicos receitaram um remédio antipsicótico, - olanzapina -, além de lorazepam, para tratamento de casos de ansiedade e insônia, por exemplo.
O episódio reforça a afirmação da defesa de Laís, que alegou que a jovem tem problemas psicóticos.
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Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, foi autuada no 91° DP em SP por lesão corporal, ameaça e autolesão. — Foto: Reprodução/TV Globo
Outros documentos, mostram que Laís foi diagnosticada com transtorno psicótico agudo e transitório não especificado em 2023 e que, no dia 29 de abril deste ano, esteve internada com possível quadro clínico de hepatite medicamentosa.
Segundo a defesa, que não quis gravar entrevista, foi necessário interromper o uso dos medicamentos do tratamento que ela faz junto ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) em Ribeirão Preto.
Ataque a facadas
O crime em São Paulo aconteceu na terça-feira (5), quando a cliente Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, procurou o cabeleireiro Eduardo Ferrari para pedir a devolução do dinheiro, após um suposto corte malsucedido em sua franja em um salão da Barra Funda.
Após uma discussão dentro do estabelecimento, enquanto Eduardo Ferrari atendia outra cliente, Laís tirou uma faca da bolsa e a desferiu contra o profissional, que estava de costas.
A facada só não foi mais profunda porque o gerente do salão, Felipe Castro, acompanhava a discussão entre os dois e impediu que algo mais grave acontecesse.
A Polícia Militar foi chamada e o caso foi registrado inicialmente como lesão corporal, ameaça e autolesão, mas a defesa de Ferrari afirma que o que houve foi uma tentativa de homicídio seguido pelo crime de homofobia.
Fonte: g1 SP

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