Segundo o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom, a expectativa é que o número de casos e mortos aumente.
Autoridade de saúde mede temperatura usando um termômetro infravermelho na República Democrática do Congo para controle do ebola. — Foto: AFPO diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, afirmou nesta terça-feira (19) estar profundamente preocupado com a dimensão e a velocidade do surto de Ebola na República Democrática do Congo.
Ele afirmou que houve pelo menos 500 casos suspeitos de Ebola e 130 mortes suspeitas na República Democrática do Congo desde o início do novo surto.
Trinta casos foram confirmados na província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo, e uma morte e um caso foram confirmados em Kampala, Uganda, acrescentou. Um cidadão americano também testou positivo e foi transferido para a Alemanha.
'Esses números mudarão à medida que as operações de campo forem ampliadas, incluindo o fortalecimento da vigilância, do rastreamento de contatos e dos testes laboratoriais', disse Tedros aos membros da Assembleia Mundial da Saúde, que estão reunidos esta semana em Genebra.
Tedros declarou o surto uma emergência de saúde pública de importância internacional nas primeiras horas da manhã de domingo.
'Esta é a primeira vez que um diretor-geral declara uma emergência de saúde pública de importância internacional antes de convocar um comitê de emergência. Não tomei essa decisão de forma leviana… Estou profundamente preocupado com a escala e a velocidade da epidemia'.
Uma representante da OMS em Bunia, na província de Ituri, alertou que o surto pode ser prolongado. Segundo Anne Ancia, dificilmente em até dois meses o surto será superado.
A representante da OMS na República Democrática do Congo citou um surto recente de Ebola que 'duraram dois anos'.
Trump afirma estar 'preocupado' com surto de Ebola na África
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração no salão oval da Casa Branca. — Foto: Kent NISHIMURA / AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse estar 'preocupado' com o surto de Ebola que atinge a República Democrática do Congo, com 131 mortes confirmadas até agora.
A medida foi tomada após relatos de que vários cidadãos americanos haviam sido expostos ao vírus. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA confirmaram nessa segunda (18) que um americano testou positivo para o vírus Ebola.
O Departamento de Estado dos EUA afirmou estar trabalhando em estreita colaboração com o centro de controle para repatriar os americanos afetados pelo surto de Ebola.
Apesar disso, o presidente dos EUA enfatizou em seus comentários na noite passada que o vírus permanece confinado à África.
Em meio a isso, a Organização Mundial da Saúde declarou emergência internacional de saúde pública após o avanço de um surto de Ebola na República Democrática do Congo. A OMS realizará uma reunião de emergência nesta terça-feira (19).
Além das mortes, são quase 400 casos suspeitos.
O atual surto é causado pela cepa Bundibugyo, para a qual ainda não existem vacinas ou medicamentos específicos.
Uganda também confirmou dois casos da doença e uma morte.
Autoridades americanas informaram que pelo menos seis cidadãos dos Estados Unidos foram expostos ao vírus durante o surto no Congo, região de conflito armado. Um deles apresenta sintomas compatíveis com a doença.
Apesar de classificar o risco para os Estados Unidos como relativamente baixo, a agência de saúde pública do país anunciou medidas para reforçar o controle sanitário. Entre elas estão o monitoramento de viajantes e restrições de entrada para pessoas que estiveram recentemente em Uganda, República Democrática do Congo ou Sudão do Sul.
A Organização Mundial da Saúde afirmou que a situação representa uma emergência internacional, mas ainda não atende aos critérios para ser considerada uma pandemia.
O Ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas. Os sintomas incluem febre, fadiga, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta, podendo evoluir para vômitos, diarreia e hemorragias.
A taxa de mortalidade da cepa atual é estimada entre 25% e 40%.
Com informações da CNN Brasil

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