Com mais seleções, mais jogos e um torneio espalhado por 16 cidades, a Copa de 2026 marca uma mudança histórica no modelo da FIFA

Logo da Copa do Mundo 2026 - Foto: Luke Hales / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
A Copa do Mundo de 2026 será diferente de tudo o que o futebol já viu. Pela primeira vez na história, o torneio será realizado simultaneamente em três países: Estados Unidos, Canadá e México. Embora eventos esportivos divididos entre nações não sejam novidade, como a Copa de 2002 entre Japão e Coreia do Sul, desta vez a dimensão é muito maior.
O principal motivo para essa mudança está na expansão do torneio. A FIFA aumentou o número de participantes de 32 para 48 seleções, o que fez a competição saltar de 64 para 104 partidas. Com mais jogos, a entidade precisou de mais estádios, centros de treinamento, hotéis e infraestrutura de transporte, tornando praticamente inviável que apenas um país organizasse sozinho o Mundial.
A candidatura conjunta entre EUA, Canadá e México surgiu como solução logística e econômica. Ao dividir a sede, a FIFA consegue aproveitar estruturas já existentes e reduzir custos com construção de arenas e obras emergenciais. Ainda assim, os Estados Unidos serão o grande centro da competição: das 16 cidades-sede, 11 ficam em território americano, incluindo o estádio da final.
A escolha também revela o peso econômico do mercado norte-americano para a FIFA. Os Estados Unidos possuem enorme capacidade de infraestrutura, grandes contratos de televisão e um mercado publicitário bilionário. Para a entidade, a Copa de 2026 representa a chance de consolidar o futebol em um dos mercados mais lucrativos do mundo.
México e Canadá entram como parceiros estratégicos. Os mexicanos possuem tradição histórica no torneio e se tornarão o primeiro país a receber jogos em três Copas diferentes. Já o Canadá representa a expansão do futebol em novos mercados, em um momento de crescimento do esporte no país.
Além do futebol, a edição de 2026 também simboliza uma mudança no modelo da própria Copa do Mundo. O aumento do torneio e os custos cada vez maiores indicam que as sedes compartilhadas podem se tornar tendência nas próximas décadas.
Com informações da revista Forum

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