Suspeito teria manipulado vítimas e causado prejuízo de até R$ 345 mil; Justiça bloqueou quase R$ 1 milhão em bens
Jordan Campos foi alvo de mandados de busca e apreensão em Salvador — Foto: Reprodução/Redes Sociais
De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), uma das vítimas teria sido induzida a transferir cerca de R$ 345 mil após revelar detalhes de sua vida financeira durante sessões de terapia. Segundo a investigação, o suspeito teria sugerido investimentos em seu próprio consultório, convencendo a mulher a se mudar para Salvador e trabalhar no local. Posteriormente, ela teria sido afastada da gestão e impedida de acessar os recursos.
A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 960 mil em bens do investigado. Um pedido de prisão chegou a ser feito, mas foi negado.
🚨 Relatos de abuso e padrão de comportamento
Além do caso financeiro, outras três mulheres relataram episódios de assédio moral, sexual e coerção psicológica. Uma das vítimas, que era aluna e paciente, afirmou ter sido induzida a viajar de outro estado e sofrer atos sexuais sem consentimento.
Segundo o MP-BA, todas as denúncias indicam um padrão de atuação, no qual o investigado utilizava sua posição profissional e o acesso a informações íntimas para manipular mulheres em situação de vulnerabilidade emocional.
As investigações apontam que, desde 2020, o suspeito identificava pacientes com histórico de traumas e dependência emocional para obter vantagens financeiras e sexuais.
⚖️ Operação e medidas judiciais
A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero (Nevid), ambos do MP-BA. A chamada “Operação Catarse” ocorreu em bairros nobres da capital baiana.
Além das buscas e do bloqueio de bens, a Justiça determinou a quebra de sigilos informático e telemático e suspendeu o exercício das atividades profissionais do psicoterapeuta, incluindo atendimentos, cursos e palestras.
Psicoterapeuta é alvo de operação por estelionato, violação sexual e assédio em Salvador — Foto: MP-BA
Em nota, Jordan Campos afirmou ser inocente e disse que nunca praticou qualquer tipo de abuso ou exploração. Ele declarou ainda que irá colaborar com a Justiça e que confia no esclarecimento dos fatos.
O caso segue sob investigação.



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