Esmagar o inseto libera bactérias, fungos e outros microrganismos no ambiente, dizem especialistas
Baratas deixam fezes e ootecas, que podem ajudar a encontrar uma infestação - Foto: Irina K./Adobe Stock/Divulgação / Estadão
Apesar de ser uma reação automática para muita gente, matar baratas pisando ou esmagando o inseto com objetos pode representar um risco para a saúde. A prática faz com que a barata libere uma grande quantidade de bactérias, fungos, vírus e outros microrganismos presentes em seu corpo, especialmente quando isso acontece dentro de casa.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o problema está relacionado ao fato de as baratas circularem em ambientes altamente contaminados, como esgotos, lixeiras e fossas. Ao serem esmagadas, esses agentes podem se espalhar pelo chão, móveis e superfícies da residência de maneira imediata.
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) também diz que os insetos podem carregar dezenas de espécies de bactérias, muitas delas prejudiciais aos seres humanos. O órgão aponta que estudos já associaram o contato à transmissão de doenças como hepatite A, febre tifoide, conjuntivite, pneumonia, poliomielite e até hanseníase.
O uso de inseticidas também exige cuidado. Além do risco de intoxicação por inalação ou contato direto, o produto não impede totalmente que a barata morta continue liberando contaminantes no ambiente. O processo apenas acontece de forma mais lenta.
Entre as alternativas consideradas mais seguras para eliminar o inseto estão o uso de água quente, álcool em gel, detergente líquido, armadilhas específicas e géis próprios para controle de baratas. Outra recomendação é capturar o inseto com papel e descartá-lo fora de casa o mais rápido possível.
Além de eliminar as baratas que aparecem, especialistas afirmam que prevenção é o mais importante. Manter os ambientes limpos, evitar restos de comida expostos, esvaziar o lixo com frequência e vedar frestas e buracos ajudam a impedir a proliferação dos insetos.
Fonte: Portal Terra


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