Traficante condenado a 126 anos ganhou prisão domiciliar, rompeu tornozeleira e nunca mais foi encontrado


Decisão de desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul colocou em liberdade Gerson Palermo, condenado por tráfico internacional e pelo sequestro de um avião; cinco horas depois, ele fugiu e segue desaparecido.

Traficante condenado a 126 anos ganhou prisão domiciliar, rompeu tornozeleira e nunca mais foi encontrado — Foto: Reprodução/TV Globo

Mensagens trocadas entre assessores mostram que o gabinete já esperava a chegada do pedido antes mesmo de o documento entrar oficialmente no sistema. Em uma das conversas, um assessor escreveu: “Vai entrar esse HC, chefe pediu para prover.”

Segundo as investigações, os advogados de Palermo alegaram que ele tinha problemas de saúde no início da pandemia da Covid-19, mas não apresentaram laudos médicos. Mesmo assim, o benefício foi concedido em cerca de 40 minutos.

O próprio assessor Fernando Carlana assinou eletronicamente a decisão usando a assinatura digital do desembargador — prática que, segundo ele, era comum no gabinete.

Palermo ficou conhecido nacionalmente por participar, em 2000, do sequestro de um avião comercial usado para roubar malotes do Banco do Brasil.

Depois, segundo a Polícia Federal, passou a atuar no tráfico internacional de cocaína, fazendo a ligação entre facções brasileiras e cartéis da Bolívia e da Colômbia.

Desembargador Divoncir Maran. — Foto: Reprodução/TV Globo

O desembargador Divoncir Maran também é investigado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A defesa dele nega irregularidades.

O caso reacendeu o debate sobre a aposentadoria compulsória como punição máxima para magistrados. Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso discutem mudanças nas punições aplicadas a juízes em casos disciplinares graves.

Com informações do G1




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