Assassino profissional que matou família por engano foi contratado por causa de disputa do tráfico, aponta investigação


Gabriel Vitor Surany, de 25 anos, é suspeito de ser o mandante do crime e foi preso no dia 30 de maio. O atirador, Jhonatan Sales dos Santos, de 32 anos, foi preso em Balneário Camboriú nesta terça (2). Crime aconteceu em Sarandi e três pessoas foram assassinadas.

Jhonatan Sales dos Santos, de 32 anos, foi preso em Balneário Camboriú. Ele é suspeito de matar uma família por engano em um bar do PR. — Foto: Polícia Civil (PC-PR)

A chacina que matou três pessoas da mesma família em um bar de Sarandi, no Norte do Paraná, foi motivada por uma disputa territorial do tráfico. Segundo a investigação da Polícia Civil (PC-PR), o crime foi encomendado, mas o atirador se equivocou ao virar a esquina errada e matou pessoas que não eram os verdadeiros alvos do atentado.

O suspeito de cometer o crime é Jhonatan Sales dos Santos, de 32 anos, que foi preso em Balneário Camboriú (SC) na noite de terça-feira (2) em uma operação conjunta entre a Polícia Militar do Paraná e de Santa Catarina. Segundo o delegado José Pacheco, ele ainda não tem defesa constituída no processo.

Gabriel Vitor Surany, de 25 anos, é suspeito de ser o mandante do crime e foi preso em uma operação no dia 30 de maio. A investigação também apontou que Jhonatan teve ajuda de Paulo Rogério Aparecido Surany, de 36 anos, para chegar ao local do cime. Paulo foi preso preventivamente no dia 27 de maio.

Os assassinatos aconteceram na noite do dia 22 de maio, em um bar. As vítimas — um casal e o primo adolescente de um deles — foram surpreendidos pelo atirador, que fugiu em seguida.

"Com base nos elementos e informações colhidos, damos o caso como elucidado. [...] O mandante, querendo dominar um território, entendendo que era uma área de domínio de tráfico dele e que havia concorrentes naquela região, determinou que fosse ceifada a vida de duas pessoas. [...] O atirador cometeu um equívoco. No momento em que foi ao local pré-determinado, ele errou o bar. Era para ele ter virado em uma direção e virou em sentido contrário, e foi em outro bar próximo", explicou o delegado.

O g1 entrou em contato com a defesa de Paulo, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. O g1 também tenta identificar a defesa de Gabriel.

Segundo delegado, suspeito era 'assassino profissional'

O delegado disse em entrevista coletiva nesta quarta-feira (3) que Jhonatan atuava como "assassino profissional" e havia saído da cadeia há pouco tempo.

Pacheco informou que o suspeito tem extensa ficha criminal e responde por crimes como tráfico de drogas e homicídios. Com relação à chacina, Jhonatan vai responder por triplo homicídio qualificado, além de tentativa de homicídio — em relação a um outro cliente do bar que conseguiu escapar do ataque.

Segundo o relatório da prisão, Jhonatan foi abordado no momento em que estava desembarcando de um veículo de corridas de aplicativo em Balneário Camboriú. O delegado explicou que ele estava escondido na casa de uma irmã e foi encontrado após denúncias anônimas.

Ele foi encaminhado ao Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí. O delegado José Pacheco disse que Jhonatan será interrogado na sexta-feira (5) por videoconferência. Ainda não há previsão de quando ele será transferido para o Paraná.


O crime

A Polícia Militar informou que uma equipe estava em patrulhamento pela cidade quando ouviu os disparos. Em seguida, os agentes encontraram três pessoas caídas em frente ao bar, que fica no Jardim Verão.

Os policiais fizeram diligências na região em busca do suspeito e encontraram um colete balístico, uma pistola e dois carregadores abandonados em uma calçada.

Nas imagens, é possível ver que o atirador chega e, ainda no meio da rua, dispara contra as pessoas que estão sentadas em frente ao bar. Um cliente conseguiu fugir. Em seguida, o atirador entra no estabelecimento, mas logo aparece fugindo do local.

Conforme as investigações, Paulo, o motorista que levou Jhonatan ao local, percebeu a aproximação da polícia e fugiu sem esperar pelo atirador.


Quem são as vítimas

Matheus Souza do Amaral, de 15 anos, foi uma das vítimas do ataque — Foto: Cedida pela família - Reprodução


As vítimas foram identificadas como:
  • Jéssica de Jesus Hass, de 32 anos — esposa de Rafael;
  • Rafael Moreira do Amaral, 37 anos — marido de Jéssica;
  • Matheus Souza do Amaral, de 15 anos — primo de Rafael.
Os dois adultos morreram no local. Matheus foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e foi levado até o Hospital Universitário de Maringá, mas não resistiu aos ferimentos. Além de primo de Rafael, ele é filho do dono do bar onde o crime aconteceu.

Conforme a PM, as vítimas não tinham antecedentes criminais.

Com informações do G1



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