Réu foi apontado como intermediário no crime e ajudou a indicar executores e ocultar provas, segundo o MPES
O Tribunal do Júri condenou Genebaldo Carlos da Fonseca Júnior, de 30 anos, a 59 anos e seis meses de prisão pelo assassinato do ativista Jonas da Silva Soprani, ocorrido em 2021, no município de Linhares, no Norte do Estado. A sentença foi proferida na terça-feira (16).
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o réu atuou como intermediário no crime, sendo responsável por indicar os executores e auxiliar na ocultação de provas após o homicídio.
🔎 Condenações e qualificadoras
O Conselho de Sentença reconheceu a prática de homicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, uso de meio cruel ou que pudesse gerar perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além disso, Genebaldo também foi condenado por tentativa de homicídio contra José Roberto Bobbio, que estava no local do crime e foi atingido por um disparo na perna. As qualificadoras foram as mesmas atribuídas ao assassinato.
O réu ainda recebeu condenações por porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa.
⚖️ Outros envolvidos ainda aguardam decisão
Segundo o MPES, outros investigados no caso seguem aguardando o julgamento de recursos no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). São eles:
- Waldeir de Freitas Lopes, apontado como mandante
- Cosme Damasceno, também citado como intermediário
- José Natalino Santos Mendes, identificado como executor
🧾 Relembre o caso
O crime ocorreu em junho de 2021, em um bar no bairro Novo Horizonte, em Linhares. Jonas Soprani, de 48 anos, foi atingido por vários disparos de arma de fogo.
Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) e levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Já José Roberto Bobbio, que também estava no local, foi baleado na perna e sobreviveu.
Jonas era conhecido nas redes sociais por publicar vídeos em que fiscalizava ações da Prefeitura e da Câmara Municipal do município.


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