Data marcada para o pontapé inicial da GWM no Espírito Santo


A cerimônia, uma espécie de lançamento da pedra fundamental, se dará no terreno onde a maior fabricante privada de automóveis da China pretende construir uma fábrica, em Aracruz

Fábrica da GWM em Iracemápolis, São PauloDivulgação/GWM

Está marcado para a próxima terça-feira, 30 de junho, o pontapé inicial do projeto da Great Wall Motors (GWM) no Espírito Santo. A cerimônia, uma espécie de lançamento da pedra fundamental (muito embora as obras ainda não tenham data para começar), se dará no terreno onde a maior fabricante privada de automóveis da China pretende construir uma fábrica, em Barra do Riacho, Aracruz. O governador do Estado, Ricardo Ferraço, entregará aos executivos chineses a autorização para que o empreendimento seja erguido na área de 1,74 milhões de metros quadrados desapropriada há poucos meses pelo governo capixaba.

Importante dizer que nem tudo irá para a GWM. A intenção do governo é que a gigante chinesa seja a âncora de um futuro grande complexo industrial, com a participação de outras companhias. O terreno fica ao lado da fábrica da Suzano, às margens da ES 010 (que corta boa parte do litoral capixaba) e é vizinho do hub portuário que está se desenvolvendo na região (fica bem na frente da futura retroárea do Porto da Imetame).

A supressão da vegetação do terreno já foi iniciada e a expectativa é de que as licenças para o início das obras sejam liberadas nos próximos meses. A GWM ainda não divulgou o cronograma das intervenções, mas a expectativa é de que o investimento bilionário seja construído de maneira faseada. Os primeiros carros devem sair da linha em 2029. O investimento total deve ficar na casa dos R$ 5 bilhões e a produção, na capacidade máxima, deve alcançar os 200 mil carros por ano. A fábrica de Aracruz vai abastecer o mercado brasileiro, América Latina e pode também ir para a União Europeia (estar ao lado de um porto é fundamental para a GWM).

Os executivos da GWM, no momento, estão focados na engenharia, na análise do terreno e na formação de mão de obra. Sobre o licenciamento ambiental, por se tratar de um terreno que fica no meio de um polo logístico e industrial consolidado (perto de Suzano, Seatrium e dos portos), a expectativa é de que a liberação seja rápida.
Com informações A Gazeta 


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