Abalo de magnitude 2,1 ocorreu próximo a Piúma e foi detectado por estações sismográficas
Foto: Reprodução InstagramUm tremor de terra de magnitude 2,1 foi registrado na tarde de sábado (20) nas proximidades de Piúma, no Litoral Sul do Estado. O abalo sísmico ocorreu às 14h12 e não deixou feridos nem provocou danos, por ser considerado de baixa intensidade.
O fenômeno foi identificado por estações da Rede Sismográfica Brasileira e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo. O último registro semelhante no Espírito Santo havia ocorrido em julho de 2021, no município de Pancas, com magnitude 1,4.
Segundo a geóloga Luiza Bricalli, da Universidade Federal do Espírito Santo, tremores dessa magnitude são classificados como fracos e liberam pouca energia. Ainda assim, podem ser percebidos por algumas pessoas, especialmente quando ocorrem em baixa profundidade e próximos a áreas habitadas.
De acordo com a USP, o abalo teve magnitude de 2,13 na Escala Richter. A profundidade foi registrada como zero quilômetro, o que indica ausência de dados suficientes para cálculo exato, sendo classificado como um tremor raso. A instituição ressalta que as informações são preliminares e podem ser revisadas.
Conforme a RSBR, tremores de baixa magnitude são relativamente comuns no Brasil e acontecem quase semanalmente, embora a maioria não seja sentida pela população. Esses eventos naturais estão relacionados às pressões geológicas que atuam na crosta terrestre.
Apesar de não serem frequentes, os abalos sísmicos já foram registrados em diversas regiões do Espírito Santo ao longo das décadas. O mais significativo ocorreu em 1955, com magnitude estimada em 6,1, sendo o maior já registrado no Estado.
Mais recentemente, em 2020, moradores da Grande Vitória relataram tremores com epicentro na região de Maruípe, além de registros em Ecoporanga e no litoral capixaba.
Especialistas explicam que esses fenômenos estão ligados à reativação de falhas geológicas antigas no interior da Placa Sul-Americana. Como o Brasil está distante das bordas das placas tectônicas, onde ocorrem os grandes terremotos, os abalos no país costumam ter baixa magnitude e raramente causam prejuízos.

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