Empresário é preso em Vila Velha por se passar por policial penal e aplicar golpes em mulheres


Suspeito de 34 anos usava uniforme falso da corporação, possuía armas e é investigado por “estelionato do amor”

Crédito: Divulgação | Polícia Penal

Um empresário de 34 anos, identificado como André Barbosa, foi preso na Praia de Itaparica, em Vila Velha, nessa quarta-feira (17), suspeito de se passar por policial penal para oferecer serviços de segurança privada e de manter posse irregular de arma de fogo.

Segundo a Polícia Penal do Espírito Santo, a prisão ocorreu após uma ex-namorada do suspeito, que também integra a corporação, acionar o Serviço de Inteligência da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). Ela relatou que precisava retornar ao apartamento do homem para buscar pertences pessoais, mas se sentia insegura devido ao comportamento violento dele e à presença de armas no local.

Com apoio da Polícia Penal, os agentes foram até o endereço e encontraram armamentos, uniformes falsificados e uma identidade funcional supostamente adulterada da corporação.

De acordo com o chefe da Divisão de Operações Táticas da Polícia Penal, Gladson Rossi, as armas estavam registradas no nome do suspeito, porém havia uma determinação judicial de suspensão e devolução do material, que não teria sido cumprida.

Ele também afirmou que o homem utilizava redes sociais para se apresentar como policial, exibindo armas de forma ostensiva e publicando imagens com roupas que imitavam uniformes da instituição. Ainda segundo a polícia, a identidade funcional apresentada era claramente falsificada.

Durante a abordagem, o suspeito alegou que pretendia ingressar na corporação futuramente e que, por isso, já possuía os uniformes.

Além dos crimes já apurados, o homem também é investigado por aplicar o chamado “estelionato do amor”, em que enganaria mulheres em relacionamentos afetivos com promessas de investimentos e ganhos financeiros. As vítimas, segundo a investigação, chegavam a contrair empréstimos e entregar dinheiro ao suspeito, que depois desaparecia sem cumprir os acordos.

O homem foi conduzido à Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), onde foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, posse de acessório de uso restrito, falsificação de documento público e uso indevido de uniforme ou distintivo de função pública.

A Polícia Civil informou ainda que, diante dos indícios de crimes patrimoniais contra mulheres, o caso será encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Vila Velha para investigação complementar.



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