Nova identidade no ES permite incluir doenças, deficiências e até tipo sanguíneo


Documento pode trazer informações de saúde na versão física e digital, auxiliando em atendimentos de emergência


Moradores do Espírito Santo que solicitarem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) já podem incluir informações relacionadas à saúde no documento. Entre os dados permitidos estão diagnósticos como Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de deficiências visual, auditiva, física ou intelectual.

Segundo a Polícia Científica do Espírito Santo, o modelo atual possibilita a inserção de até cinco pictogramas na versão impressa, indicando condições específicas de saúde ou deficiência do titular.

Para ter acesso ao recurso, é necessário apresentar documentação médica que comprove a condição. O laudo deve conter a descrição da doença ou deficiência, o enquadramento em uma das categorias previstas e o respectivo Código Internacional de Doenças (CID).

O órgão destaca que a inclusão dessas informações é opcional e depende da solicitação do cidadão no momento da emissão do documento.

A nova identidade passou a ser emitida no estado em 2024, seguindo o padrão nacional que unifica o número do documento ao Cadastro de Pessoa Física (CPF), substituindo gradualmente o antigo Registro Geral (RG).


Versão digital amplia informações

Além dos dados presentes na carteira física, a versão digital da CIN, disponível por meio do aplicativo Gov.br, permite o registro de outras condições médicas relevantes.

Entre as informações que podem ser incluídas estão epilepsia, fibromialgia, uso de marcapasso, alergias medicamentosas, entre outras. Esses dados podem ser importantes em situações de emergência, facilitando o atendimento médico.


Registro de tipo sanguíneo

Outra possibilidade é a inclusão do tipo sanguíneo, fator RH e a condição de doador de sangue. Assim como nos demais casos, é necessário apresentar documentação que comprove as informações.

A adoção da nova CIN faz parte de um processo de modernização dos documentos de identificação no país, com o objetivo de aumentar a segurança e centralizar dados em um único registro válido em todo o território nacional.


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