Descubra as curiosas histórias que explicam a origem do nome pé de moleque, um dos doces mais tradicionais e queridos das festas juninas.
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Pé de moleque: como fazer — Foto: Divulgação/Cesar Galeão
As comidas típicas são o coração da Festa Junina. Quem nunca aguardou ansiosamente essa época do ano para comer canjica, curau, pamonha ou pé de moleque? Este último traz consigo uma curiosidade sobre a origem do seu nome.
A influenciadora e estudante de História Tawany Rocha explica que existem várias teorias que tentam explicar a origem do nome do quitute. Para esclarecer a questão, ela resgata duas versões.
Uma delas retrata as mulheres que vendiam doces no Rio de Janeiro durante o período colonial. O doce de amendoim com rapadura era o que fazia mais sucesso. No entanto, alguns meninos costumavam colocar a mão nos quitutes e roubá-los. Em vez de se revoltarem com a situação e proferirem xingamentos, as vendedoras gritavam: “Pede, moleque! Pede!”. Segundo a estudante de História, daí teria surgido o nome do doce. Essa versão foi confirmada pela professora Joana Monteleone, estudiosa da história da alimentação.
Outra variante localiza o episódio em São Vicente, também durante o período colonial. As quituteiras deixavam os doces “descansando” sobre as bancadas sem supervisão, e os meninos aproveitavam a oportunidade para furtá-los.
A segunda versão de Tawany também faz menção aos moleques do período Brasil Colônia: "Os pés de moleque tinham a ver com os pés craquelados dos meninos lá do Brasil Colonial, que não tinham sapatos", ela inicia. "Eles andavam nas ruas descalços, isso deixava os pés todos craquelados, e a aparência parecia com a do pé de moleque", a influenciadora enfatiza.
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Pé de moleque tradicional — Foto: Gold360
A receita tem origem árabe e chegou à Europa durante a Idade Média, levada pelas incursões na Península Ibérica e na Península Itálica. No Brasil, o doce surgiu no período colonial, por volta do século XVI, impulsionado pela expansão da cana-de-açúcar na Capitania de São Vicente. Comercializado como um quitute popular nas feiras de rua, ele era conhecido inicialmente como “quebra-queixo” ou “quebra-dentes”, apelidos que faziam referência à sua textura extremamente dura, resultado do ponto elevado da garapa cristalizada utilizada no preparo.
Com informações de Receitas.globo

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