Servidor temporário teria apresentado documento irregular em contratos de 2024; caso é apurado por meio de processo disciplinar
Secretaria de Estado da Educação abriu processo disciplinar para apurar uso de diploma falso por ex-professor.
A Secretaria de Estado da Educação (Sedu) instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar um ex-professor suspeito de utilizar um diploma de graduação falsificado para formalizar contratos como servidor temporário em 2024.
De acordo com a pasta, a irregularidade foi identificada durante auditoria documental — procedimento permanente adotado para garantir a legalidade e a transparência nas contratações. Após a constatação, os vínculos do profissional foram encerrados ainda naquele ano.
O nome do investigado não foi divulgado, já que o caso segue em fase de apuração. A Sedu informou ainda que ele não possui vínculo empregatício atual com a secretaria.
Histórico de vínculos
Segundo dados do Portal da Transparência do Estado, o ex-professor teve ao todo 14 vínculos com a Sedu entre 2012 e 2026. Ele atuou como professor temporário em diferentes escolas estaduais entre 2012 e 2017.
Após um período sem ligação com a secretaria, entre 2018 e 2023, o profissional voltou a ter contratos em 2024, em duas ocasiões: por curtos períodos em escolas de Cariacica e Vila Velha — justamente os contratos investigados no PAD.
Novo vínculo em 2026
Ainda conforme o Portal da Transparência, o investigado chegou a atuar novamente em 2026 como agente de integração escolar (AIE), na Escola Estadual Maria de Lourdes Poyares Labuto, em Cariacica.
A Sedu explicou, no entanto, que essa função foi exercida na condição de bolsista, o que não configura vínculo empregatício. Por isso, esse período não integra o processo disciplinar.
O contrato, que teria duração de um ano, foi encerrado cerca de um mês após o início.
Projeto educacional
Os agentes de integração escolar fazem parte do Projeto Agente de Integração Escolar (PAIE), iniciativa do Governo do Estado voltada para apoiar estudantes, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para permanência e sucesso na escola.
Investigação em andamento
O PAD aberto pela Sedu investiga exclusivamente os contratos de 2024, nos quais foi constatada a apresentação do diploma falso.
A secretaria destacou que auditorias desse tipo são realizadas de forma contínua desde 2015, quando casos semelhantes já levaram à exoneração de servidores por uso de documentos falsificados.

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