Ação da Polícia Civil apura homicídios e tentativas de homicídio ligados à disputa pelo tráfico de drogas; investigações continuam para localizar outros suspeitos.
A ação foi coordenada pela 17ª Delegacia Regional de Nova Venécia e pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio da Delegacia de Polícia de Sooretama e do 2º Batalhão da Polícia Militar. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão e nove mandados de busca e apreensão.
Foram presos três investigados, de 25, 26 e 30 anos. As diligências continuam para localizar os demais alvos da operação.
Segundo a Polícia Civil, a operação é resultado de investigações que apuram um homicídio e uma tentativa de homicídio registrados no bairro Aeroporto.
O primeiro caso ocorreu em 16 de maio deste ano. A vítima, um homem de 25 anos, caminhava pela rua quando foi surpreendida por três homens armados. Mesmo atingido por disparos nas costas, tentou fugir, mas foi perseguido pelos criminosos até o interior de uma residência, onde foi executado.
Durante a ação, o irmão da vítima também foi perseguido por um dos suspeitos enquanto carregava a filha de apenas dois anos no colo, colocando a criança em situação de extremo perigo.
A segunda investigação refere-se a uma tentativa de homicídio ocorrida em outubro de 2025. Um adolescente de 17 anos foi baleado na cabeça, sofreu traumatismo cranioencefálico, passou por cirurgia de emergência e permaneceu internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
As investigações apontam que os crimes fazem parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio do tráfico de drogas no bairro Aeroporto II.
Entre outubro de 2025 e maio de 2026, a região registrou seis crimes contra a vida, sendo dois homicídios consumados e quatro tentativas de homicídio. A Polícia Civil também acompanha outros episódios violentos registrados desde 2022, incluindo um ataque realizado por cerca de dez homens armados.
De acordo com a corporação, integrantes do grupo investigado circulavam fortemente armados pelas ruas, muitas vezes sem esconder o rosto, intimidando moradores e impondo um clima constante de medo na comunidade.
O receio de represálias dificultou o trabalho da polícia. Conforme as investigações, não houve denúncias relacionadas ao homicídio por meio do Disque-Denúncia 181, e diversos moradores afirmaram não ter presenciado os crimes.
Além disso, proprietários de imóveis retiraram câmeras de segurança para evitar possíveis retaliações. Uma testemunha prestou depoimento com identidade preservada, enquanto outra solicitou ser ouvida por videoconferência por temer contato com os investigados. A Polícia Civil também registrou ameaças de morte contra uma testemunha e seu filho.
Investigações continuam
Os celulares apreendidos durante a operação serão submetidos à perícia, mediante autorização judicial, para auxiliar na identificação de outros envolvidos e de possíveis mandantes dos crimes.
Após os procedimentos de praxe, os três presos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para localizar os demais investigados e aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo criminoso.


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