Suspeita disse que menina não era filha do pai e tentou impedir que a criança fosse para um local seguro
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Foto: Reprodução Video monitoramento
Uma mulher foi conduzida à Delegacia Regional de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, após ser suspeita de tentar sequestrar uma menina de 8 anos em uma lanchonete na Avenida Beira Rio, na tarde de terça-feira (21).
De acordo com a Polícia Militar, a suspeita foi contida por populares e acabou sendo hostilizada com xingamentos até a chegada dos policiais.
Segundo relato do pai da criança, que trabalha no estabelecimento onde o caso aconteceu, a mulher entrou no local perguntando onde ficava o banheiro. Em seguida, ela se aproximou da menina, sentou-se ao seu lado, passou a mão em seus cabelos e iniciou uma conversa.
Quando o pai chamou a filha, a mulher afirmou que a criança não era filha dele e que ele não teria como comprovar a paternidade. Ainda conforme informações divulgadas pelo estabelecimento nas redes sociais, a suspeita chegou a dizer que levaria a menina embora e tentou impedir que ela fosse ao encontro do pai, chegando a segurá-la.
Funcionárias da lanchonete intervieram rapidamente e conseguiram retirar a criança, que estava assustada, de perto da mulher. O pai evitou qualquer contato físico e pediu ajuda às colegas de trabalho para garantir a segurança da filha e das demais pessoas presentes.
A ocorrência gerou confusão no Calçadão Geraldo Pereira, no Centro da cidade. Durante patrulhamento, policiais militares foram acionados por populares, que informaram que a suspeita estava sendo contida no local após ser reconhecida por imagens divulgadas nas redes sociais.
Ao chegarem, os militares encontraram uma aglomeração de pessoas ao redor da mulher, que era alvo de xingamentos. A PM informou que não presenciou agressões nem identificou lesões aparentes na suspeita.
A mulher foi encaminhada à Delegacia Regional de Colatina. Segundo a Polícia Civil, ela assinou um termo circunstanciado por tentativa de subtração de incapaz e foi liberada após assumir o compromisso de comparecer em juízo.
O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Colatina.

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