Investigado cuidava dos animais da vítima e os vendia como se fossem próprios; operação apreendeu veículos, cavalos e armas
Um homem de 43 anos foi preso pela Polícia Civil, suspeito de furtar cerca de R$ 1 milhão em gado no município de Montanha, no Norte do Espírito Santo. A prisão preventiva foi cumprida no bairro Pelourinho, durante uma operação que também resultou na apreensão de diversos bens.
De acordo com as investigações, o suspeito teria furtado 216 cabeças de gado de uma propriedade rural localizada no distrito de Vinhático, em julho deste ano. Ele era responsável por cuidar dos animais da vítima, mas passou a negociá-los como se fossem de sua propriedade.
Segundo o delegado Waldir Marins, titular da Delegacia de Montanha, há indícios de que os furtos tenham começado ainda no início deste ano.
Durante a apuração, a polícia identificou um corretor de gado, que indicou quem havia adquirido os animais. Em uma das propriedades vistoriadas, o rebanho foi encontrado ainda com a marca original da vítima, o que ajudou a confirmar a origem dos bovinos e identificar o suspeito.
Na residência do investigado, os policiais apreenderam um veículo Chevrolet Montana, além de computador, celulares, documentos, notas fiscais relacionadas à venda de gado, cartões bancários e outros materiais que podem auxiliar nas investigações.
A operação também se estendeu a uma propriedade rural no Assentamento Os Marrinhas, em Vinhático, onde foram apreendidas duas espingardas de pressão, frascos de pólvora, recipientes com munições e um trailer utilizado no transporte de animais.
Um homem de 48 anos, responsável pelo material, foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Ele pagou fiança e responderá ao processo em liberdade.
Em outro ponto, um rancho na zona urbana de Montanha, os policiais apreenderam dois cavalos da raça Quarto de Milha, avaliados em cerca de R$ 50 mil cada, além de um veículo, trailer, computador e aparelhos celulares.
Segundo a Polícia Civil, as apreensões foram determinadas pela Justiça após indícios de que os bens de alto valor teriam sido adquiridos com recursos provenientes da atividade criminosa.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.


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