O espaço fica no fundo da sala e tem até um spray aromatizador de ambiente para ajudar a disfarçar o cheiro
Uma professora dos Estados Unidos encontrou uma solução inusitada para uma situação que pode acontecer durante a aula. Candy Sydney-Browning, de 36 anos, reservou uma área da sala para os alunos que precisam soltar gases. A professora dá aulas para uma turma do segundo ano do ensino fundamental em uma escola de Atlanta.
Candy Sydney-Browning reservou uma área da sala para os alunos que precisam soltar gases e postou um vídeo no TikTok explicando como funciona — Foto: TikTok/ReproduçãoO espaço foi batizado de "gas station", em um trocadilho com a expressão usada em inglês para "posto de gasolina". A área onde os alunos vão quando precisam soltar gases também ganhou um nome curioso, "gusty winds area". Em português, a expressão significa "área dos ventos fortes". O local ainda conta com um spray aromatizador de ambiente para ajudar a disfarçar o cheiro.
A proposta ganhou repercussão depois que Candy publicou um vídeo no TikTok mostrando a sala e explicando como o espaço funciona. A publicação recebeu milhares de reações, com comentários de pessoas que aprovaram a ideia e outras que questionaram se ela realmente funcionaria com crianças.
Como funciona o cantinho do pum
Durante a aula, o aluno que precisar soltar gases pode se levantar e ir até a área reservada. Não é preciso levantar a mão ou esperar uma autorização da professora. Depois, basta voltar para a atividade.
"Eu tenho um estômago muito sensível, então não consigo lidar com isso. Foi quando pensei: ‘Ok, vou criar um cantinho aqui. A criança levanta, vai até lá, faz o que precisa fazer, volta e pronto", contou Candy em entrevista ao TODAY.com.
A professora explicou que a ideia surgiu para que a situação não interrompesse a aula. "Enquanto estou ensinando, ninguém precisa perguntar. Não preciso parar de ensinar para dizer 'sim. Você pode ir'", explicou em um dos vídeos.
O espaço fica no fundo da sala. Depois de usá-lo, o estudante retorna para o lugar onde estava e acompanha a aula normalmente.
Tudo começou com as saídas para o banheiro
Quando começou a trabalhar na escola atual, Candy percebeu que os alunos saíam da sala com frequência para usar o banheiro. Para aproveitar melhor o tempo de aula, passou a orientar a turma a usar o banheiro antes do início das atividades.
Ainda assim, nem todas as necessidades poderiam ser resolvidas dessa maneira. Os gases também começaram a chamar a atenção dos colegas. Segundo Candy, quando uma criança soltava pum na sala, os outros alunos costumavam reagir imediatamente. "Eles diziam: ‘Ele fez’, ‘ela fez’. Os alunos pontavam e tentavam se afastar uns dos outros", disse a professora.
Candy preferiu tratar o assunto com naturalidade. Conversou com a turma sobre a necessidade de se afastar dos colegas quando alguém precisasse soltar gases, sem transformar a situação em motivo de constrangimento.
Foi assim que o espaço passou a fazer parte da rotina da sala. Para a professora, a medida ajuda a evitar que o aluno perca parte da aula por causa de uma necessidade biológica. "O aluno dentro da sala não perde nenhuma parte do conteúdo. Ele pode continuar aprendendo. É uma situação em que todos ganham", afirmou Candy.
A ideia dividiu opiniões nas redes sociais
Depois que o vídeo começou a circular, algumas pessoas entraram na brincadeira. Houve quem sugerisse criar um espaço parecido em casa. Uma delas chegou a propor uma placa para indicar o local ao marido.
A proposta também chamou a atenção de outros professores. Uma professora do ensino fundamental contou que já mantém um "armário para peidos" na sala. Outra disse que pretendia adotar a ideia com uma turma do oitavo ano.
No entanto, a proposta também recebeu críticas. Uma das dúvidas nos comentários foi se os alunos conseguiriam continuar concentrados enquanto um colega estivesse no "cantinho do pum".
O constrangimento foi outra questão levantada nos comentários. "Eu ficaria muito envergonhado se a turma inteira soubesse que estou levantando para soltar pum", escreveu uma pessoa.
Também houve preocupação com a possibilidade de uma criança que precise usar o espaço com frequência virar alvo de brincadeiras dos colegas.
Apesar da repercussão nas redes, o "cantinho do pum" continua fazendo parte da rotina na escola onde Candy dá aula.
Revista Crescer

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