Incidente ocorreu no vilarejo de Zamboye, no oeste do país e próximo à fronteira com Camarões.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostraram o momento em que um deslizamento de terra matou dezenas de pessoas em uma mina de ouro artesanal na República Centro-Africana. Há divergências sobre o número exato de mortos.
O incidente ocorreu na terça-feira no vilarejo de Zamboye, no oeste do país e perto da fronteira com Camarões.
- O ministro de Minas da República Centro-Africana informou nesta quinta (20) que 49 pessoas morreram no local;
- Uma autoridade de alto escalão de uma associação mineira local havia afirmado na quarta (19) que mais de 100 pessoas teriam morrido;
- As buscas por sobreviventes continuam, e portanto, o número de mortos ainda pode aumentar.
Um vídeo gravado por uma pessoa presente no local e checado pela agência de notícias Associated Press mostrou o momento em que uma grande quantidade de terra se desprende da lateral da mina e cai sobre uma multidão que estava em um nível mais baixo.
Pelas imagens é possível ver que a instalação apresentava condições precárias e centenas de pessoas estavam no local quando o incidente ocorreu. Veja abaixo.
➡️ A mineração artesanal é uma fonte de sustento para populações em toda a África, mas a regulamentação fraca e as precárias condições de segurança frequentemente levam a acidentes fatais.
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Deslizamento de terra em mina de ouro deixa mais de 100 mortos na República Centro-Africana em 18 de agosto de 2026. — Foto: Reprodução/redes sociais
Os trabalhos de resgate ainda estavam em andamento nesta quinta-feira (20) e diversas pessoas continuavam desaparecidas e outras, presas sob os escombros, disse Bertrand Be Yangué, membro do conselho de jovens de Zamboye.
“Encontrá-las vivas seria um milagre”, disse Yangué sobre os desaparecidos. “Estamos tristes e com o coração partido ao ver jovens homens e mulheres morrerem depois de terem ido às minas para tentar tirar suas famílias do desespero”, completou.
Além dos mortos, vários sobreviventes ficaram gravemente feridos, disse Gervais Ganagoroh, voluntário local da Cruz Vermelha envolvido nos trabalhos de resgate.
Um procurador local afirmou que uma investigação seria aberta para determinar a causa do acidente e identificar quem administrava a mina artesanal.
As autoridades camaronesas afirmaram que estavam prontas para receber e prestar atendimento médico a quaisquer feridos que cruzassem a fronteira. O governo brasileiro lamentou o episódio.
Fonte: g1

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