VÍDEO: Vulcão no Havaí lança jatos de lava de até 200 metros durante erupção


Fenômeno durou quase seis horas e marcou o 56º episódio de emissão de lava desde o início da atual fase eruptiva, em dezembro de 2024


O vulcão Kilauea, no Havaí, voltou a registrar uma intensa atividade eruptiva na quinta-feira (5). Durante o episódio, jatos de lava incandescente atingiram aproximadamente 200 metros de altura, o equivalente a um prédio de cerca de 65 andares.

A atividade foi registrada por câmeras de transmissão ao vivo do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). As imagens mostram a lava iluminando a região do cume do vulcão, com maior destaque durante o entardecer.

Segundo informações divulgadas pelo órgão, a emissão começou às 12h10 e terminou às 18h01, no horário local. Foram quase seis horas de atividade, com fontes de lava que alcançaram grandes alturas.

Esse foi o 56º episódio de emissão de jatos de lava desde o início da atual fase eruptiva do Kilauea, em 23 de dezembro de 2024. Desde então, o vulcão apresenta períodos alternados de intensificação e interrupção da atividade.

Considerado um dos vulcões mais ativos do mundo, o Kilauea é monitorado continuamente por equipes especializadas. Ele é classificado como um vulcão do tipo escudo, caracterizado por uma estrutura ampla e encostas menos inclinadas. Esse formato é resultado do acúmulo de várias camadas de lava, geralmente mais fluida, que se espalha por grandes áreas.

Durante as erupções, o material incandescente pode formar fluxos que avançam pelo terreno e modificam a paisagem. A intensidade do deslocamento depende das características da atividade vulcânica e da região atingida.

Apesar do impacto visual das erupções, o fenômeno oferece riscos. A lava pode ameaçar áreas próximas, enquanto os gases liberados pelo vulcão podem prejudicar a qualidade do ar e causar problemas de saúde, principalmente para quem fica exposto diretamente às emissões.

Alterações no comportamento do vulcão também podem provocar mudanças na intensidade da atividade, o que torna o monitoramento científico fundamental para acompanhar possíveis riscos e orientar medidas de segurança.

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