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EUA anunciam envio de 2 milhões de doses de hidroxicloroquina ao Brasil

A Casa Branca disse ainda que enviará em breve 1.000 respiradores ao país. Entidades médicas, como a própria Organização Mundial de Saúde (OMS), não recomendam o uso do medicamento no tratamento por Covid-19.

Uso de hidroxicloroquina não é recomendado por prefeituras de Porto Alegre, Florianópolis e Rio de Janeiro — Foto: Agência Pará


O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciaram neste domingo (31) que irão enviar 2 milhões de doses de hidroxicloroquina ao Brasil e que, em breve, enviarão ainda 1.000 ventiladores mecânicos (respiradores) para auxiliar no tratamento de brasileiros infectados por Covid-19.

Apesar disso, entidades médicas, como a própria Organização Mundial de Saúde (OMS), não recomendam o uso do medicamento no tratamento de coronavírus.

No dia 25, por exemplo, a OMS suspendeu o uso da hidroxicloroquina em pesquisas que ela coordenava com cientistas de 100 países. A suspensão temporária foi tomada até que a segurança da droga seja reavaliada, já que as pesquisas mais consistentes até o momento não apontaram eficácia do medicamento no tratamento da Covid-19. Ao contrário, ele aumentou o risco de morte.

Ontem, o Ministério Público Federal (MPF) também decidiu recomendar ao Ministério da Saúde a suspensão da orientação para o uso da hidroxicloroquina em pacientes diagnosticados com coronavírus, inclusive na administração em pessoas com sintomas leves e em estágio inicial da doença.

Os EUA anunciaram ainda um esforço conjunto de pesquisa com o Brasil que incluirá ensaios clínicos controlados e randomizados. "Esses ensaios ajudarão a avaliar ainda mais a segurança e a eficácia do HCQ para a profilaxia e o tratamento precoce do coronavírus", informou a Casa Branca, em nota.

"No futuro, os Estados Unidos e o Brasil permanecerão em estreita coordenação na luta compartilhada contra a pandemia de coronavírus e na resposta regional em andamento para salvaguardar a saúde pública, limitar ainda mais a disseminação do coronavírus, promover o desenvolvimento precoce de uma vacina e salvar vidas", acrescentou.



G1


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