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Gás clandestino e álcool em gel pirata: SAIBA COMO SE PROTEGER

O Procon e a Polícia Civil já encontraram fábricas com 8 mil litros de etanol hidratado na Grande Vitória e apreenderam mais de 500 botijas vendidas ilegalmente

Procon e Polícia Civil interditam revendedora de gás clandestina na Grande Vitória. Crédito: Divulgação / Procon-ES
Em meio ao caos provocado pela pandemia do coronavírus, operações do Procon pelo Estado têm encontrado diversas irregularidades, como venda irregular de botijas de gás de cozinha, fábricas de álcool em gel pirata e farmácias praticando preços abusivos. São pessoas e empresas que se aproveitam do desespero e da fragilidade do momento para abusar da boa-fé dos consumidores.


As principais fraudes foram identificadas em dois produtos que tiveram grande procura desde que começou a pandemia da Covid-19: a botija de gás e o álcool em gel.



ÁLCOOL EM GEL PIRATA

Desde meados de março, o Procon estadual e Polícia Civil interditaram duas fábricas clandestinas de álcool em gel, uma em Vila velha e outra em Cariacica. Os produtos não estavam de acordo com as normas sanitárias, não apresentavam informações corretas na embalagem e não tinham nota fiscal. Ao todo, foram apreendidos quase 8 mil litros de etanol hidratado (usado para fazer o álcool em gel).

"Existe o risco de o produto que não é regulamentado provocar alguma alergia ou lesão na pessoa que usa. Mas o que mais nos preocupa nesse momento é que as pessoas estão comprando aquele produto para se proteger, e podem estar levando algo que não vai cumprir essa função", avalia o presidente do Procon-ES, Rogério Athayde.

Fiscalização em fábrica clandestina de álcool em gel em Vila Velha. Crédito: Divulgação / Procon-ES

Além das fábricas clandestinas, outros 5 mil frascos de álcool em gel sem selo de qualidade do Inmetro ou sem outra informação obrigatória no rótulo (composição, origem, endereço, etc) foram apreendidos em farmácias e supermercados na Grande Vitória e no interior.


"CAMBISTAS" FIZERAM SUBIR O PREÇO DO GÁS

Com mais gente ficando em casa, aumentou a procura pelo gás de cozinha, o que chegou a provocar uma escassez no mercado e uma elevação anormal nos preços. Em alguns bairros da Grande Vitória, o produto chegou a ser comercializado por R$ 80.

A desestabilização do mercado, contudo, não foi causada só pela demanda anormal. O Procon a Polícia Civil descobriram que diversas pessoas estavam comprando botijas de gás e as revendendo sem autorização a preços abusivos. Os mais prejudicados eram os moradores de bairros periféricos.

"Eles são como 'cambistas'. Iam em bairros mais periféricos, aproveitando que estavam todos em isolamento social, sem poder sair para pesquisar preços. Eles vendiam gás de maneira clandestina, 'bagunçando' o mercado", afirmou Athayde.

Segundo ele, após ações na Grande Vitória, onde foram apreendidas mais de 500 botijas, houve uma normalização nos preços. Além de restaurar o mercado, as apreensões tiraram de circulação produtos potencialmente perigosos, já que não tinham registro de origem e estavam armazenados em locais inapropriados.

O diretor-presidente do Procon afirmou que vender gás sem autorização na Agência Nacional do Petróleo (ANP) é crime. Caso a pessoa seja pega em flagrante, ela poderá ir presa.

COMO SE PROTEGER DAS FRAUDES

GÁS DE COZINHA

- Compre somente de revendedores autorizados. No site da ANP é possível fazer uma busca por município e até pelo CNPJ da empresa.
- O botijão deve tem o lacre e o rótulo informativo da empresa distribuidora.
- Exija sempre a nota fiscal.
- Em caso de dúvida ou se quiser fazer alguma denúncia, o consumidor pode entrar em contato com o Procon estadual no telefone 151.

ÁLCOOL EM GEL

- Sempre observe o rótulo do produto. Ele deve ter informações como a composição (qual a porcentagem de álcool e de outras substâncias naquele produto), endereço de origem e selo do Inmetro.
- Desconfiar de produtos com preços muito diferentes do mercado ou em embalagens suspeitas (violadas, que aparentam ser reutilizadas).
- Caso precise tirar alguma dúvida ou queira denunciar a venda de produto suspeito, é só entrar em contato com o Procon pelo 151

A Gazeta

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