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'Sou manauara de nascimento e capixaba de coração', diz paciente ao ter alta no Estado


"Agora sou manauara de nascimento e capixaba de coração e espírito". Com essa frase, Afrânio Johnson Costa dos Anjos, 51 anos, finalizou uma carta de agradecimento à solidariedade capixaba e ao tratamento recebido no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, onde ele e outros 35 amazonenses foram internados para cura da Covid-19.

A carta foi lida na tarde desta quarta-feira (3) pelo governador Renato Casagrande, que foi pessoalmente ao hospital para comemorar a alta que Afrânio e outro conterrâneo seu, Evanderson Silva de Jesus, 28 anos, receberam. Ambos apresentaram duas amostras negativas do exame RT- PCR, tendo atingido os requisitos para voltarem para casa.

Na carta, Afrânio disse que "a palavra que define tudo o que foi feito por mim e meus conterrâneos é gratidão". Relatando o medo que sentiram quando deixaram Manaus, "por estarmos debilitados, fracos e sem ar", e "sempre com o pensamento que seria entubado e poderia não voltar mais para o meu lar", o manauara conta que, na realidade, "o que aconteceu foi muito amor, carinho, humanismo e profissionalismo". Ao final, o agradecimento ao governador e toda a equipe do Jayme, trabalhadores a quem chamou de "anjos incansáveis, que nos cuidaram, nos deram muito amor".

A cerimônia teve a participação do secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, da diretora técnica do hospital, a médica infectologista Juliana Tavares, entre outros profissionais. Os trâmites referentes ao retorno dos pacientes ao estado de origem são de responsabilidade do governo de Amazonas.

Afrânio e Evanderson deram entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) capixaba no dia 21 de janeiro. Até o dia 22, a eles se somaram outros 34 pacientes amazonenses. Todos eles foram instalados em leitos de UTI para avaliação do quadro clínico e, conforme os diagnósticos, houve a transferência de alguns para leitos de enfermaria.

Desses 36, três vieram a óbito entre a última sexta-feira (29) e a terça-feira (2). Outros 31 continuam no hospital, a maioria já em enfermaria.


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