Últimas

Luto no meio artístico e literário capixaba, morre Filogônio Barbosa Aguiar


Colatina perdeu neste domingo, 25/04, o artista plástico Filogônio Barbosa de Aguilar, de 87 anos,  conhecido carinhosamente como “Filó”, ele era natural de Malacacheta (MG).

Filogônio é considerado um dos maiores pintores do Brasil

Apaixonado por Colatina,  escreveu sete livros, fez peças de teatro e pintou mais de 5 mil quadros.

O artista plástico, poeta, diretor de teatro e escritor Filogônio Barbosa de Aguiar. Filogônio que estava internado para tratamento de um câncer e veio a óbito por falências múltiplas dos órgãos.

O artista plástico Filogônio Barbosa de Aguilar nasceu em 10 de junho de 1934 em Malacacheta (MG). O interesse pela pintura surgiu cedo, ainda menino, aos 14 anos, e logo aos 16 ele realizou a sua primeira exposição. A partir daí suas telas multiplicaram-se e somando em toda a sua trajetória de mais de 70 anos de pincéis e tintas elas já chegam a 5 mil, e mostradas em exposições nacionais e internacionais realizadas no Brasil e em diversos países de outros continentes.

As obras revelam linhas tradicionais e ao mesmo tempo modernas, com técnica voltada para óleo sobre tela, acrílica sobre eucatex e murais, sempre entre o impressionismo e o surrealismo, o sacro e o profano, sempre utilizando uma imensa variedade de diferentes e intensos tons de cores.

Na visão dos apreciadores de sua arte, elas apresentam uma profundidade de detalhes, traços e impressões únicos e reveladores, que exigem olhares fixos pelas exuberâncias das cores e contornos. Revelam a sensibilidade do pintor e sua cumplicidade com as próprias ideias que transforma em arte e transporta para quem a aprecia. Tudo puro encantamento.

Tanto as artes plásticas quanto a literatura foram intensamente praticadas por Filó, enquanto que ele, formado em Letras pela então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Colatina (Fafic), exercia sua profissão de professor de Língua Portuguesa, Redação e Expressão, Literatura Brasileira e Educação Artística na então Escola Agrotécnica Federal, hoje Ifes (Instituto Federal do Espírito Santo).

O velório está acontecendo na Loja Maçônica Nilo Peçanha, Colatina. Enterro será nesta segunda (26) às 9h.