Parentes e amigos se despedem de mulher atropelada na frente da filha; marido é suspeito

Velório foi no cemitério Nossa Senhora da Glória, em Contagem, na Grande BH.

Jaqueline e o marido, Deivid de Cássio — Foto: Reprodução/TV Globo

A despedida da monitora escolar Jaqueline Miranda Evangelista, de 39 anos, reuniu amigos e parentes no cemitério Nossa Senhora da Glória, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O velório foi na tarde desta sexta-feira (3).

Jaqueline foi atropelada por volta das 2h de quinta-feira (2). O suspeito é o marido dela, Deivid de Cassio Ferreira, de 39 anos. Segundo a polícia, a mulher saiu de Contagem e foi até o Anel Rodoviário, em Belo Horizonte, a pedido de Deivid. A vítima levou a filha do casal, de 6 anos.

As duas desceram do carro de aplicativo em frente a um posto de combustíveis, no bairro Olhos D’água, na Região Oeste da capital. Testemunhas viram quando o suspeito chegou de caminhão, atropelou Jaqueline duas vezes, e depois fugiu em direção ao Rio de Janeiro.

Cristina Miranda é irmã de Jaqueline. Ela afirma que conversou com com Deivid em uma chamada de vídeo. Ela disse que ele assumiu ter atropelado a mulher, mas que tudo foi um acidente. Justificou que ela foi até o Anel Rodoviário porque estava preocupada com ele, que ainda não tinha chegado em casa. O suspeito alega que Jaqueline se jogou na frente do caminhão para sinalizar que estava no local. O homem ainda prometeu que vai se entregar à polícia.

“Ninguém está acreditando que isso tenha sido feito de uma forma proposital e eu conversei com ele. Tem muitos pontos que não batem, realmente. Ele falou que foi uma fatalidade, que ela estava no lugar errado, na hora errada, que ele se apavorou, se assustou. O acidente ocorreu e ele ficou sem reação”, disse Cristina.

Deivid de Cássio é motorista e, segundo parentes da vítima, faz uso de uma substancia para inibir o sono.

A polícia vai analisar imagens de câmera de segurança no trecho e também ouvir testemunhas. O caso está sendo tratado como feminicídio.

Os amigos, como a vice-diretora de escola Cleo Alcântara, querem Justiça e pedem que Jaqueline seja lembrada pela pessoa que foi.

“A gente espera que haja Justiça para o caso da Jaqueline, mas que ela não seja lembrada pela brutalidade que ela sofreu, mas que ela seja lembrada pela mãe maravilhosa que ela era, a mulher espetacular e a profissional dedicada, excelente e carinhosa”, disse Cleo.

Fonte: G1

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