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Whey protein prejudica o fígado? Nutricionistas esclarecem


Entre os seus principais benefícios estão o aumento da massa muscular, a diminuição da gordura corporal e a recuperação muscular após o exercício físico

O whey protein fornece uma quantidade de aminoácidos essenciais necessários para reparo e crescimento muscular. (Shutterstock)

O whey protein é uma fonte de proteína extraída do soro do leite. É rapidamente absorvido pelo corpo, fornecendo uma quantidade de aminoácidos essenciais necessários para reparo e crescimento muscular.

A nutricionista Juliana Tinelli explica que entre os seus principais benefícios estão o aumento da massa muscular, a diminuição da gordura corporal e a recuperação muscular após o exercício físico. "Além da facilidade no preparo, o controle do apetite e o auxílio no processo de emagrecimento", diz.

Mas será que whey protein prejudica o fígado? "Ainda não temos evidências científicas apontando que o uso de whey protein possa ser prejudicial ao fígado. Porém, o excesso de proteína na alimentação pode sobrecarregar o funcionamento do fígado e dos rins. Por isso, o consumo deve ser feito sob orientação profissional", reforça Juliana Tinelli.

A nutricionista diz que o excesso de proteínas em nosso organismo pode ser prejudicial ao funcionamento renal. "Nosso rim não foi feito para filtrar tanta proteína. E se o indivíduo tiver uma lesão pré-existente, uma hipertensão ou mesmo uma tendência à nefropatia, ele tem mais riscos de desenvolver uma doença renal a longo prazo, caso o consumo de proteínas seja em excesso".

A nutricionista Juliana Tinelli fala sobre o consumo do whey protein . (Reprodução @julianatinelli)

"O fígado é outro órgão que pode se sobrecarregar com o consumo excessivo de proteínas, promovendo a insuficiência hepática em casos mais graves"

Juliana Tinelli•Nutricionista


É preciso acompanhamento

A nutricionista Thamires Favato diz que é importante que haja sempre o acompanhamento para o consumo do suplemento. “Deve ser feito o ajuste da alimentação e do consumo proteico conforme a necessidade nutricional, para que não haja excesso. O exagero pode levar a sobrecarga renal e não será absorvido, sendo excretado pelo organismo”, pontuou.

Segundo a especialista, estudos apontam que são absorvidos, em média, até 30 gramas de proteína por refeição, sendo que uma dose do suplemento do soro do leite conta com até 25 gramas.

Juliana Tinelli conta que além dos suplementos, o excesso de consumo de proteínas pode levar a lesões hepáticas, uma vez que os aminoácidos absorvidos no intestino delgado são lançados na corrente sanguínea e transportados ao fígado através da veia porta. "Esse órgão é responsável por inúmeras vias bioquímicas na produção, utilização e modificação de nutrientes e de outras substâncias metabolicamente importantes".

A ingestão de proteína, mesmo na forma de suplementação, deve ser contabilizada dentro das necessidades proteicas diárias do indivíduo. "O excesso resulta em aumento de calorias e, portanto, se armazenará como gordura. Pode também provocar irritação intestinal de diversos tipos como constipação, diarreia e flatulência. Além disso, ela pode fazer mal para os rins. Em caso de pessoas com problemas renais ou histórico familiar de doença renal, é importante ficar atento", diz Juliana Tinelli.

A nutricionista diz que doses extremamente excessivas associadas a pouca ingestão de água, convulsões podem ocorrer quando amoníaco é produzido além da conta, o que pode resultar desde uma simples fadiga até transtornos neurológicos complexos.



Fonte: A Gazeta



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