Especialistas alertam sobre sinais de perigo e cuidados essenciais para prevenir hipertermia em ondas de calor
Quando o corpo é exposto a temperaturas muito altas, ele começa a sofrer alterações fisiológicas para tentar manter a temperatura interna estável. Esse equilíbrio é essencial para o funcionamento dos órgãos e é regulado por mecanismos internos, como a transpiração, que ajuda a liberar o calor excessivo.
Em dias de calor extremo, muitas dessas defesas podem ficar sobrecarregadas ou ineficazes, aumentando o risco de problemas sérios de saúde, como a hipertermia — termo médico para quando a temperatura do corpo sobe acima do normal por exposição ao calor.
🔥 Como o corpo reage ao calor
- Ao sentir muito calor, o corpo tenta se resfriar de várias formas:
- Aumento da transpiração, que ajuda a evaporar o calor pela pele.
- Dilatação dos vasos sanguíneos, o que facilita a perda de calor para o ambiente.
- Aumento da frequência respiratória para liberar o calor pelo ar expirado.
Mas se a temperatura externa estiver muito alta, especialmente com alta umidade, esses mecanismos podem não ser suficientes. Isso pode levar a sintomas como cansaço, fraqueza, tontura, dor de cabeça, náuseas e desidratação — sinais de que o corpo está lutando para manter o controle da temperatura.
⚠️ Quando o calor se torna perigoso
Se a hipertermia evoluir, o quadro pode se agravar para exaustão térmica ou mesmo insolação (heat stroke), que é uma emergência médica. Nesses casos, a temperatura interna pode ultrapassar os 40 °C, e o corpo pode não conseguir suar — o que impede a regulação natural da temperatura.
Os sinais de insolação incluem:
- Temperatura corporal muito alta (perto ou acima de 40 °C).
- Confusão, desorientação ou perda de consciência.
- Respiração rápida e batimentos cardíacos acelerados.
- Pele quente, seca ou ruborizada.
- Náusea, vômito ou convulsões em casos graves.
👩⚕️ Quem está mais vulnerável
Alguns grupos têm risco maior de sofrer com efeitos graves do calor, especialmente quando expostos por longos períodos:
- Crianças e idosos
- Pessoas com doenças cardiovasculares, respiratórias ou metabólicas
- Pessoas que fazem atividade física intensa ao ar livre
- Trabalhadores expostos ao sol por longos períodos
💧 Dicas para se proteger
Para reduzir o risco de hipertermia e outros problemas relacionados ao calor, especialistas recomendam:
- Hidratar-se frequentemente, mesmo sem sentir sede.
- Usar roupas leves, claras e arejadas.
- Evitar atividades físicas intensas nas horas mais quentes do dia.
- Procurar locais frescos ou com sombra e, se possível, climatizados.
- Observar sinais de alerta em si mesmo e em outras pessoas próximas.
Manter-se atento aos sinais do corpo e adotar medidas preventivas é fundamental para enfrentar períodos de calor extremo com mais segurança e bem-estar.


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