Câncer de colo do útero ainda mata cerca de 20 mulheres por dia no Brasil; conheça os sinais da doença


Sangramentos fora do período menstrual, dor durante relações e corrimento com odor forte estão entre os sintomas que exigem investigação médica.


O câncer de colo do útero continua sendo um dos principais problemas de saúde entre as mulheres no Brasil. Dados recentes indicam que aproximadamente 20 mulheres morrem por dia em decorrência da doença no país, o que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Esse tipo de câncer se desenvolve no colo do útero, parte inferior do órgão que liga o útero à vagina, e na maioria dos casos está associado à infecção persistente pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV), responsável por cerca de 90% a 99% dos diagnósticos.


Sintomas que merecem atenção

Nas fases iniciais, a doença pode não apresentar sinais claros, o que torna os exames preventivos ainda mais importantes. Quando os sintomas aparecem, alguns dos mais comuns são:
  • Sangramento vaginal fora do período menstrual;
  • Sangramento após ou durante a relação sexual;
  • Sangramento após a menopausa;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Corrimento vaginal com sangue ou odor forte.
Especialistas alertam que qualquer sintoma persistente por duas semanas ou mais deve ser avaliado por um profissional de saúde. Mesmo sem sinais aparentes, a recomendação é que mulheres a partir dos 25 anos que já tiveram relação sexual realizem regularmente o exame preventivo ginecológico.


Prevenção e diagnóstico precoce

A principal forma de prevenir o câncer de colo do útero é a vacinação contra o HPV, aliada à realização periódica de exames como o Papanicolau, que pode identificar alterações nas células antes mesmo de o câncer se desenvolver.

Especialistas destacam que a combinação entre vacinação, exames de rotina e tratamento de lesões pré-cancerígenas é essencial para reduzir a incidência da doença e evitar mortes causadas por esse tipo de câncer.

No Brasil, a vacina contra o HPV é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde para meninas e meninos, principalmente na faixa etária de 9 a 14 anos, como estratégia para ampliar a proteção da população.



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