Laudo aponta presença de etanol no ambiente e indica que vapores inflamáveis favoreceram o início e a rápida propagação das chamas; caso segue sob análise da Polícia Civil.
Vítimas que trabalham em lavoura de café foram socorridas em alojamento rural e levadas de helicóptero para hospital na SerraMontagem | A GazetaA investigação sobre o incêndio que matou quatro trabalhadores em um alojamento na zona rural de Vila Valério aponta que a tragédia ocorreu de forma acidental. De acordo com informações da Polícia Civil, a principal linha investigativa é de que vapores de etanol presentes no imóvel criaram um ambiente altamente inflamável, favorecendo o surgimento e a rápida propagação do fogo.
O incêndio aconteceu no dia 5 de maio, em uma residência utilizada como alojamento por trabalhadores contratados para a colheita de café. A perícia identificou vestígios de etanol no local e concluiu que a concentração dos vapores no interior do imóvel aumentou significativamente o risco de combustão. No entanto, a fonte de calor que deu início às chamas ainda não foi determinada.
Segundo a Polícia Civil, há indícios de que os trabalhadores consumiam bebida alcoólica antes do incêndio, hipótese que integra a investigação. Apesar disso, somente a conclusão conjunta dos laudos da Polícia Científica e do Corpo de Bombeiros permitirá encerrar oficialmente o inquérito e definir se houve ou não responsabilidade criminal pelo ocorrido.
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Trabalhadores ficaram gravemente feridos e precisaram ser intubados após uma explosão em um alojamento ruralMontagem | A Gazeta |
As vítimas eram naturais do povoado de Curral Novo, no município de Barra, na Bahia, e haviam se deslocado ao Espírito Santo para trabalhar durante a safra do café. Morreram na tragédia Milton Neves, de 48 anos; Aldino Alves Almeida, de 31; Gildeson Gama Leite, de 30; e Ilmar Gama, de 31 anos. Todos sofreram queimaduras graves, foram socorridos e transferidos de helicóptero para o Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves, na Serra, mas não resistiram aos ferimentos.
O Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo (MPT-ES) informou que recebeu o laudo da Polícia Científica e aguarda a conclusão da Auditoria Fiscal do Trabalho para avaliar as medidas que poderão ser adotadas em relação ao caso.


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