Atividades diárias ajudam a treinar o equilíbrio e a manter a independência com o passar dos anos
(Equilíbrio — Foto: Freepik)Ficar em pé sobre uma perna só é um gesto simples que se torna um importante indicador da saúde física e neurológica com o avanço da idade. O equilíbrio atinge seu auge no início da vida adulta e começa a declinar gradualmente após os 40 anos, tornando-se mais perceptível depois dos 50. A dificuldade em manter essa postura pode refletir perda muscular, alterações sensoriais e mudanças no funcionamento do cérebro.
Especialistas associam a perda de equilíbrio à sarcopenia, condição caracterizada pela redução progressiva da massa muscular, além do envelhecimento dos sistemas responsáveis pela coordenação corporal, como visão, ouvido interno e percepção do corpo.
Estudos indicam que a incapacidade de sustentar o equilíbrio por 10 segundos está ligada a maior risco de quedas, declínio cognitivo e até aumento da mortalidade.
Pesquisas mostram que pessoas que mantêm o equilíbrio por poucos segundos apresentam risco significativamente maior de morte ao longo dos anos, além de evolução mais rápida de doenças como a demência.
Por outro lado, o equilíbrio pode ser treinado em qualquer idade. Exercícios simples, incorporados à rotina diária, ajudam a fortalecer músculos, melhorar a resposta motora, estimular funções cognitivas e reduzir o risco de quedas.
A prática regular de atividades que desafiam o equilíbrio, como exercícios unilaterais, ioga ou tai chi, aliada ao fortalecimento muscular e à atividade aeróbica, contribui para um envelhecimento mais saudável e maior autonomia ao longo da vida.
Da Redação / Com informações de O Globo


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