VÍDEO: Posição de bebê na barriga dias antes do parto chama atenção. É normal? Veja o que diz especialista


Registro feito na reta final da gestação mostra movimentos inusitados dias antes do parto

Ao completar 40 semanas de gestação, a empresária Gabriela dos Santos da Silva, 32 anos, estava em casa quando percebeu algo diferente — sentiu o bebê se mexer de forma intensa. O momento incomum foi registrado em vídeo e publicado no Instagram poucos dias antes do nascimento.

“É sempre emocionante sentir o bebê mexer, mas naquela manhã foi diferente. Consegui perceber nitidamente que ele já estava posicionado para o parto, com a cabeça para baixo e o bumbum para cima. Não senti dor e fiquei bastante emocionada”, relata Gabriela, que atualmente mora em Orlando (EUA).
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Formato da barriga chamou atenção em vídeo que viralizou — Foto: Reprodução/Redes sociais


Experiência única no fim da gestação

Liam Chagas nasceu no dia 4 de dezembro. Para a mãe, aquela movimentação intensa, sentida apenas uma vez, tornou-se um marco do fim da gestação, um instante simbólico que antecedeu o nascimento do filho.

O comportamento do bebê parece ter atravessado o parto. “Mesmo agora, fora da barriga, ele continua gostando de ficar nessa posição”, conta Gabriela.


Sobre os movimentos do bebê

Com o avanço da gestação e o crescimento do bebê, a maior parte das movimentações no útero passa a ser percebida pela gestante. Geralmente, as mulheres conseguem sentir os movimentos a partir da 20ª semana. No entanto, essa percepção pode variar de acordo com alguns fatores, como o tamanho do bebê, a idade gestacional e a quantidade de líquido amniótico.

“Quanto maior a idade gestacional, maior é o bebê e mais fácil fica perceber os movimentos. Mulheres com maior volume de líquido amniótico costumam notar movimentações mais amplas. Além disso, a localização da placenta também influencia e pode diminuir a percepção da movimentação do bebê", explica Karina Belickas, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana.

Antes e depois — Foto: Reprodução/Redes sociais

Outro ponto que interfere nessa percepção é o diabetes gestacional. “Nesses casos, é comum haver aumento da movimentação fetal relacionado à alimentação, principalmente após o almoço, o jantar ou algum lanche”, afirma a médica.

Segundo a especialista, não existe uma regra que associe o aumento da movimentação fetal a algum risco para a gestante ou bebê. “A principal orientação é observar mudanças no padrão habitual da gestação e procurar o médico se algo se alterar de forma repentina”, finaliza.

Fonte: Revista Crescer




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