Operada pela Qatar Amiri Flight, estrutura reúne entre 10 e 12 aviões de luxo e garante viagens diretas do emir a centros globais
Escada de ouro e 'palácios voadores': como é frota bilionária usada pela família real do Catar; vídeo — Foto: Reprodução: Instagram
Com uma fortuna estimada em cerca de US$ 335 bilhões, a dinastia Al Thani, que governa o Catar, está entre as famílias mais ricas do mundo. Parte da influência internacional do grupo passa também pela mobilidade global garantida por uma frota aérea própria, usada em viagens oficiais e compromissos diplomáticos.
O transporte é operado pela Qatar Amiri Flight, divisão estatal responsável por levar o emir e integrantes da família a reuniões e eventos ao redor do planeta. A estrutura reúne entre 10 e 12 aeronaves, distribuídas em três categorias: aviões de grande porte para rotas intercontinentais, jatos executivos de longo alcance e modelos corporativos voltados a deslocamentos regionais.
Alguns desses aviões ultrapassam US$ 400 milhões apenas no valor de aquisição. As adaptações internas elevam ainda mais os custos, com ambientes privados, áreas de convivência, sistemas de comunicação protegidos e salas de reunião. Entre os modelos utilizados estão versões executivas do 747-8, produzidas pela Boeing, além de jatos como o Gulfstream G700 e aeronaves de grande porte como o Airbus A330 adaptadas para uso governamental.
Os Boeing 747-8 configurados para autoridades são frequentemente chamados de “palácios voadores”. Com múltiplas áreas privadas, espaços de trabalho e ambientes de convivência, esses aviões funcionam como uma extensão do gabinete e permitem a realização de reuniões durante os voos.
Os detalhes da operação chamam atenção até no momento do desembarque. Em um registro recente, o emir Tamim bin Hamad Al Thani foi visto utilizando uma escada rolante externa com acabamento dourado ao deixar a aeronave. O equipamento, compatível com diferentes modelos da frota, é reservado para ocasiões de alto protocolo.
A principal função da estrutura, porém, é garantir autonomia operacional. Os aviões, segundo a companhia, "permitem conexões diretas entre Doha e centros como Londres, Washington e Pequim, sem depender de voos comerciais ou da disponibilidade de rotas".
Com informações do O Globo



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