Dono da página 'Choquei' é preso na mesma operação que MC Ryan e MC Poze


Grupo é suspeito de usar empresas, terceiros e criptomoedas para ocultar valores

Dono da Choquei é preso na mesma operação que MC Ryan e MC PozeCrédito: Reprodução Instagram

O empresário Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil Choquei no Instagram, foi detido hoje na mesma operação da Polícia Federal que prendeu MC Ryan e MC Poze do Rodo.

Raphael é suspeito de receber "altos valores" para atuar como operador de mídia da organização criminosa, segundo a Polícia Federal. De acordo com a investigação, ele recebia os valores diretamente do MC Ryan e de outras duas pessoas que também foram alvos da investigação.

A página também atuaria como fonte de "mitigação de crises" na imagem de Ryan, segundo a polícia. A Choquei tem mais de 27 milhões de seguidores no Instagram e já teve o nome envolvido em outras polêmicas, como na morte de uma jovem alvo de fake news em 2023.
"Sua função consiste, em tese, na divulgação de conteúdos favoráveis ao artista e na promoção de plataformas de apostas e rifas" - Trecho de decisão que ordenou a prisão de Raphael.

O UOL tenta contato com a defesa de Raphael. A advogada que o representou em outra ação criminal, em 2023, foi procurada pela reportagem. O espaço segue aberto para manifestação e será atualizado se houver posicionamento.

O MC Poze do RodoCrédito: Reprodução/Instagram

Entenda a investigação

Os cantores MC Ryan e Poze do Rodo são suspeitos de envolvimento com uma organização criminosa que movimentou R$ 1,6 bilhão. Eles foram presos hoje em uma operação da Polícia Federal.

Ao todo, foram cumpridos 90 mandados judiciais, entre buscas e prisões. Os mandados foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal, segundo a PF.

MC Ryan é apontado pela PF como líder e beneficiário econômico da engrenagem criminosa investigada. Segundo a apuração, ele se valia de empresas de produção musical e entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas dgitais e apostas. Em nota enviada ao UOL, a defesa dele disse que "desconhece os autos ou teor do mandado de prisão" e que se manifestará na Justiça.

Com informações de A Gazeta



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