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Foto: Gustavo Souza/Seag
A Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) realizaram, esta semana, uma reunião de acompanhamento dos resultados do Projeto de Cafeicultura Sustentável no Espírito Santo. O encontro teve como objetivo avaliar os avanços da iniciativa e alinhar as próximas etapas de execução.
Atualmente, o projeto contabiliza 6.471 propriedades cadastradas, com meta de atingir 8.070 até março de 2027. As propriedades participantes já estão recebendo planos de ação para adequação às práticas sustentáveis, com o objetivo de elevar o nível de sustentabilidade das unidades produtivas.
Durante a reunião, foram apresentadas e debatidas as unidades demonstrativas já implantadas, com destaque para tecnologias como sistemas de irrigação, microterraceamento e estruturas voltadas à secagem e ao processamento do café. Além disso, técnicos acompanharam o desempenho das unidades de referência instaladas nos municípios participantes do projeto.
Outro destaque foi o investimento em capacitação dos cafeicultores. Ao todo, já foram realizadas mais de 200 ações, entre cursos, Dias de Campo e Dias Especiais. Somente na região das Montanhas Capixabas, cerca de 4.250 produtores foram capacitados.
As propriedades inseridas no projeto começaram a receber o certificado que reconhece a sua participação e a adoção de práticas sustentáveis, com acompanhamento técnico do Incaper. A iniciativa contribui para a valorização da produção e abertura de novos mercados.
O projeto também incentiva a produção de cafés especiais, por meio da realização de concursos de qualidade, promovidos em parceria com prefeituras municipais, abrangendo tanto o café conilon quanto o arábica.
Para o subsecretário de Desenvolvimento Rural, Michel Tesch, o projeto tem gerado impactos significativos no campo.
“Esse é um trabalho visionário e não existe em nenhum outro lugar do mundo. Essa iniciativa já melhorou a produção em muitas propriedades do Espírito Santo. Há casos de produtores de café arábica que saíram de 30 para 70 sacas por hectare. Além disso, a adequação das propriedades amplia o acesso do café capixaba a novos mercados”, destaca.
“Os números do projeto mostram que estamos no caminho certo: milhares de propriedades atendidas e uma transformação real no campo. Essa é uma iniciativa estratégica, alinhada às diretrizes do Governo do Estado, que impulsiona o desenvolvimento sustentável da principal atividade agrícola capixaba, amplia as oportunidades para os produtores e fortalece a competitividade do nosso café nos mercados mais exigentes”, ressalta o diretor-geral do Incaper, André Barros.
Para o coordenador de cafeicultura do Incaper, Fabiano Tristão, que coordena o Cafeicultura Sustentável, o projeto vem se consolidando como uma importante referência nacional ao impulsionar a modernização da cafeicultura capixaba por meio da difusão de tecnologias e inovações que integram rentabilidade, bem-estar social e conservação ambiental.
“Desenvolvido a partir da articulação entre pesquisa e Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), o projeto assegura que o conhecimento científico seja efetivamente aplicado no campo. As capacitações, Dias de Campo, eventos técnicos, excursões e as unidades de referência e demonstrativas permitem a validação prática das tecnologias e incentivam sua adoção pelos produtores. Com isso, avançamos na construção de uma cafeicultura mais eficiente, competitiva e sustentável, posicionando o Espírito Santo como referência para outras regiões produtoras do país”, pontua.
Capacitação contínua
Além do trabalho com os produtores, os técnicos do Incaper também participam de capacitações contínuas voltadas à sustentabilidade. Uma nova formação, com foco na qualidade do café, está prevista ainda para este mês de abril.

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