Real ganha força frente ao dólar e se destaca entre moedas da América Latina em 2026


Desvalorização da moeda norte-americana e alta das commodities impulsionam economias da região, aponta relatório do Citi

Notas de real brasileiro e dólar americano Crédito: Ricardo Moraes/Reuters

A valorização do real brasileiro frente ao dólar em 2026 tem colocado a moeda nacional entre as que mais se destacam na América Latina. O movimento ocorre em meio à perda de força da moeda norte-americana, que acumulou desvalorização superior a 10% em relação a outras divisas globais no último ano e meio.

De acordo com análise do banco Citi, apresentada no relatório Economic Outlook, esse cenário deve continuar pelos próximos 12 a 18 meses. A combinação entre dólar mais fraco e preços elevados das commodities tem favorecido especialmente países exportadores da região.

Para o economista-chefe do Citi para a América Latina, Ernesto Revilla, a tendência funciona como um estímulo para as economias locais. Segundo ele, a fraqueza do dólar contribui para manter as moedas latino-americanas estáveis e, em alguns casos, em trajetória de valorização.

Entre os destaques de 2026, o peso colombiano lidera o ranking de valorização, com alta de 14,60% frente ao dólar, seguido pelo colón da Costa Rica (10,17%), guarani paraguaio (8,58%), peso dominicano (7,44%) e o real brasileiro, que registra avanço de 6,95%. Também aparecem em alta o peso mexicano (2,64%) e o quetzal da Guatemala (0,54%).

Por outro lado, algumas moedas apresentaram desempenho negativo no período, como o peso uruguaio (-3,22%), peso chileno (-2,80%), peso argentino (-2,43%), lempira hondurenha (-1,69%) e o sol peruano (-1,13%).

No Brasil, a valorização do real foi destacada por integrantes do governo federal. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que a moeda brasileira lidera a valorização frente ao dólar em 2026 e ressaltou que o país figura entre os principais destinos de investimento produtivo entre economias emergentes, ficando atrás apenas da China.

Especialistas avaliam que, mantidas as condições atuais, o cenário externo deve continuar favorecendo o desempenho das moedas latino-americanas no curto e médio prazo.



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