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Profissionais de educação física pedem autonomia



A luta dos profissionais de Educação Física do Estado para emancipar o Conselho Regional do Espírito Santo em relação ao do Rio de Janeiro foi abordada na tribuna popular desta segunda-feira (2) na Assembleia Legislativa (Ales). Atualmente, ambos compõem o chamado Cref1 RJ/ES. A convidada foi Eliane Cunha Gonçalves, que preside uma comissão criada para estudar o tema.
Ela apontou que uma das vantagens de se dar mais autonomia para o Conselho seria aprimorar o trabalho de fiscalização do órgão em relação aos profissionais e pessoas jurídicas que atuam na área no Estado. “O Cref1 possui mais de 50 mil profissionais, sendo cerca de 11.200 no Espírito Santo, aproximadamente 20% dos profissionais registrados”, apontou.
Segundo a convidada o Estado foi pioneiro ao implantar o primeiro curso civil de Educação Física do país ainda em 1931, o que na visão dela proporcionou o impulso necessário para orientação metódica, científica e pedagógica da profissão. Posteriormente, em 1961, o curso foi incorporado à recém-criada Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Cunha ressaltou que categorias com menos profissionais que possuíam algum tipo de vinculação com entidades de outros estados conseguiram autonomia e que eles deveriam seguir o mesmo caminho. “Hoje somos 17 instituições de ensino com o curso superior, sendo 13 de licenciatura e 15 de bacharelado. Apesar dos números e do pioneirismo não temos nosso conselho profissional próprio”, lamentou.
Outro aspecto abordado pela profissional foi a importância dos professores de educação física dentro do sistema de saúde brasileiro, pois a cada dia eles trabalham mais com a prevenção de doenças e a promoção de qualidade de vida para a população. “Temos estudos que mostram que a diminuição da prática da atividade física aumenta doenças mentais. Podemos, inclusive, contribuir para a diminuição dos gastos públicos com saúde”, afirmou.
Por fim, Cunha trouxe dados alarmantes em relação ao Espírito Santo. De acordo com ela, dados de 2018 do Ministério da Saúde (MS) indicam que o Estado tem 46,2% da população com prática insuficiente de atividade física. Além disso, que 52,3% dos capixabas se encontram com sobrepeso e 26,2% com hipertensão, problemas que poderiam ser combatidos com o estimulo a pratica de atividades físicas.
Os deputados Sergio Majeski (PSB), Doutor Hércules (MDB) e Iriny Lopes (PT) prestaram apoio à demanda dos profissionais do Estado. “Não podemos diminuir a autonomia do Estado, nem sempre o que é bom para o Rio de Janeiro pode ser bom para nós. Precisamos de autonomia do nosso Conselho”, disse a petista.

Fonte: ALES




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