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Veja regras para escolas particulares voltarem a ter aulas presenciais no ES

Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES) elaborou uma cartilha com orientações para a rede privada

As carteiras deverão ser organizadas de forma a deixar os alunos separados entre si e de outras pessoas a uma distância mínima de um metro quadrado . Crédito: Pixabay
As escolas particulares do Estado receberam uma cartilha com protocolos que deverão ser adotados para que possam retomar as atividades presenciais. O documento foi elaborado pelo Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES), a partir de uma orientação nacional, e prevê tanto medidas relacionadas à saúde, para prevenir a disseminação do coronavírus, quanto pedagógicas. A implementação das regras visa garantir a autorização do governo para a volta às aulas no ambiente escolar.

A cartilha tem orientações para instituições da educação infantil ao ensino superior. Mas, embora haja interesse do Sinepe que o retorno aconteça em julho, o próprio documento recomenda que sejam mantidas atividades remotas e a volta ocorra de maneira gradual. A instalação de pontos com álcool em gel 70%, utilização obrigatória de máscaras e adoção de estratégias para o distanciamento social estão na lista de orientações que as escolas já devem ir ajustando à sua realidade e, assim, quando o governo decidir pela retomada, já estarão aptas a reabrir.

Há protocolos específicos para os espaços físicos das unidades de ensino, como organizar a estrutura de forma a manter os alunos a uma distância mínima de um metro quadrado entre si e as demais pessoas, em todas as atividades presenciais, inclusive do professor. Nas salas de aula, as carteiras que vão ser usadas deverão ser identificadas, e a classificação pode ser feita por cores.

Na educação infantil, onde houver uso de mesas compartilhadas, a recomendação é para que as crianças sejam colocadas sentadas em cadeiras intercaladas. "Se for inevitável utilizar o refeitório, determinar horários separados para cada turma ou conjunto, de acordo com a capacidade, sempre assinalando os lugares disponíveis e indisponíveis", diz um dos trechos do documento.

Também há protocolos relacionados ao comportamento dos usuários do ambiente escolar. E uma das regras é a de orientar quanto à importância e necessidade da higienização das mãos de todos aqueles que comparecerem às atividades presenciais, no momento da chegada, antes de se alimentar e no retorno à sala de aula.

Foram estabelecidas, ainda, medidas emergenciais em caso de contágio, e uma delas é ter uma sala específica para acolhimento de casos suspeitos de Covid-19 até a chegada de responsável. Nessa situação, toda a turma deve ser isolada por 7 dias. "Em todos os segmentos da educação particular é preciso estar atento aos sintomas: febre, tosse, coriza, dor de garganta e dificuldade para respirar", destaca a cartilha.

Na área pedagógica, entre as orientações está o escalonamento de horários de entrada, intervalo e saída das turmas, bem como restringir as atividades presenciais a um turno para evitar a necessidade de oferta de almoço e, assim, a reunião de um grupo grande de pessoas no mesmo espaço. 

REDE ESTADUAL

A Secretaria de Estado da Educação (Sedu) também está preparando um documento para a volta às aulas presenciais. Contudo, segundo a assessoria de imprensa, não haverá antecipação da divulgação até a conclusão do plano de retomada. A reportagem solicitou uma entrevista com o secretário Vitor de Angelo, mas a informação foi de que apenas haverá manifestação sobre o assunto quando houver todas as definições sobre o retorno das atividades. 

CHECKLIST PARA AS ESCOLAS

1- Protocolo de Saúde: Estrutura Física

Organizar a estrutura operacional das salas de aulas; higienizar e desinfetar as dependências diariamente; disponibilizar álcool em gel 70% em todos os espaços físicos; promover a demarcação de áreas a fim de aprimorar as medidas de distanciamento social; disponibilizar em todas as vias de acesso ao ambiente educacional tapetes úmidos com água sanitária; garantir que os ambientes estejam o mais arejados possível.


2- Protocolo de Saúde: Comportamento e cultura dos usuários

Orientar sobre a necessidade de higienização das mãos de alunos, professores, colaboradores e visitantes; promover e fiscalizar o uso obrigatório de máscara de pano; realizar a aferição da temperatura de todas as pessoas dentro da instituição; desenvolver rotina de treinamento intenso e contínuo para alunos e trabalhadores sobre este protocolo de saúde, bem como das famílias; recomendar o uso de calçado adicional; recomendar uso de máscaras de pano adicionais para troca a cada três horas; recomendar que alunos e colaboradores tragam sua própria toalha de mão.


3- Protocolo de saúde: Medidas emergenciais em caso de contágio

Promover o isolamento imediato de qualquer pessoa que apresente os sintomas característicos da Covid-19; ter uma sala exclusiva para acolhimento de casos suspeitos; notificar, imediatamente, a existência de casos confirmados de Covid-19 às autoridades de saúde do município; promover o afastamento de atividades presenciais dos alunos e trabalhadores que se enquadrem nos grupos de risco da doença.


4- Protocolo pedagógico

Priorizar o trabalho educacional remoto; desenvolver um plano de trabalho domiciliar ou remoto para os estudantes do grupo de risco; desenvolver um plano de trabalho remoto para que professores e colaboradores que se encontrem no grupo de risco da Covid-19 possam desenvolver suas atividades; organizar o plano de trabalho pedagógico para que as atividades educacionais a serem desenvolvidas de forma presencial sejam realizadas preferencialmente em locais abertos; organizar o plano pedagógico para que as atividades que demandem interação física ocorram sem o contato entre os alunos; organizar a atividade educacional de forma que os alunos não retirem seus materiais do ambiente escolar.

G1

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