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Brasileiros pretendem mudar seus hábitos de compras de fim de ano


Embora o Natal mantenha sua magia em qualquer circunstância, no que diz respeito às compras tudo indica que este ano será bem diferente. Segundo o estudo global do IBM Institute for Business Value, “Home for the Holidays”, feito com mais de 12.500 consumidores do Brasil, Canadá, Alemanha, Índia, México, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos, 66% dos consumidores pesquisados no Brasil relataram que estão dispostos a mudar seus hábitos de compra nas férias e festas de fim de ano para ajudar a reduzir o impacto ambiental. Além disso, 64% dos brasileiros disseram que planejam comprar on-line e receber no seu endereço, ou comprar on-line e retirar na loja. O mesmo relatório apontou que os brasileiros pretendem gastar mais em móveis (+ 35% que no ano passado), entretenimento digital / streaming (+ 31% que no ano passado) e produtos eletrônicos (+ 16% que no ano passado).

Mas além de compras de presentes e experiências nessa época do ano, os brasileiros costumam aproveitar o 13º salário para pagar contas, quitar dívidas ou até mesmo poupar, principalmente em razão do recuo da economia e das incertezas de uma possível segunda onda da Covid-19 no país. De acordo com o professor de Ciências Contábeis da Estácio, Ivan Melo, o cenário atual exige cautela e sensatez.

“Com o aumento geral dos preços causados pela pandemia, minha recomendação é que os consumidores repensem suas prioridades de olho no próximo ano; utilizem o 13º salário para pagar as contas do começo do ano que sempre sufocam os brasileiros no primeiro trimestre. Estamos próximos da chegada de uma vacina, no entanto, 2021 ainda será um ano para “arrumar a casa", ou seja, colocar as contas em dia”, orienta o especialista.

Para quem está inadimplente, no cheque especial, com contas da casa vencidas, mensalidade escolar atrasada, Ivan Melo é enfático: “Utilize o 13º salário para renegociar as dívidas, pagar o que está mais perto do vencimento e começar o ano com mais tranquilidade e com um planejamento correto para sair do vermelho”.

Ainda que o orçamento esteja apertado, o professor lembra que é comum que os consumidores desejem comprar ao menos uma lembrança de Natal para os filhos – estes serão os mais lembrados na hora de presentear (59%), como aponta a pesquisa feita em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pela Offer Wise Pesquisas. Ivan Melo sugere uma conversa franca sobre a real situação da casa. “É importante envolvê-los e explicar que a situação financeira atual da família não está tão boa. Quanto às crianças, vale usar o lúdico, brincar e dizer que o Papai Noel está mais devagar esse ano por causa da Covid-19, que talvez ele não traga os presentes mais caros. Jamais esconda ou se comprometa a comprar aquilo que não terá como pagar”, salienta o economista.

Já para quem não está no vermelho e quer economizar porque não sabe como será 2021, o professor aconselha a fazer uma reserva com o dinheiro que sobrou. “Se a reserva é para ser utilizada a qualquer momento, uma boa opção é um CDB com resgate automático. Mas se não tiver prazo para retirar o que foi poupado, o melhor é procurar pelas letras imobiliárias, ou se tiver um perfil mais arriscado, recorrer a uma corretora de ações”, descreve.


Portal Santarém e Rosana Pinto